Intervalo na Esplanada tem mulher vencendo na disputa de embaixadinha
Torcedores cobram mudanças no Brasil, mas mantêm confiança em vitória sobre a Noruega
O primeiro tempo pode ter terminado sem gols em Nova Jersey (EUA), mas não faltou movimento na Esplanada Ferroviária, em Campo Grande, durante a tarde deste domingo (5). Durante o intervalo de Brasil x Noruega, torcedores disputaram um concurso de embaixadinhas, ensaiaram um "Créu" em resposta à “remada” dos noruegueses e mantiveram a confiança na Seleção, apesar das chances desperdiçadas nos primeiros 45 minutos.
RESUMO
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Torcedores reunidos na Esplanada Ferroviária, em Campo Grande, animaram o intervalo do jogo Brasil x Noruega com um concurso de embaixadinhas e o desafio do Créu. Geovana Vitória, de 22 anos, venceu a disputa com 35 toques. Apesar do 0 a 0 no primeiro tempo, os presentes mantiveram a confiança na Seleção, cobraram mais pressão e a entrada de Endrick, e apostaram em vitória brasileira por 2 a 0.
Três pessoas participaram da disputa de embaixadinhas. A vencedora foi Geovana Vitória, de 22 anos, jogadora de futsal, que completou 35 toques sem deixar a bola cair e ganhou uma bola como prêmio.
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A experiência com o futsal ajudou na disputa do intervalo. Depois da vitória, porém, Geovana voltou a atenção para o jogo e fez uma análise direta do que faltou ao Brasil no primeiro tempo.
“Achei que o Brasil teve muitas chances e desperdiçou. Tem que encaixar mais a marcação, acertar o último passe e marcar o gol”, afirmou.
Para ela, a Seleção também precisa mexer no time na etapa final. O nome escolhido foi Endrick.
“Tem que mudar alguns jogadores, colocar o Endrick para jogar”, disse.
Nem o 0 a 0 reduziu o palpite da vencedora das embaixadinhas. Geovana acredita que o Brasil ainda marca duas vezes e vence por 2 a 0.
Enquanto três torcedores tentavam manter a bola no alto, outra brincadeira entrou no intervalo. O público foi chamado a fazer o Créu como resposta à “remada” dos noruegueses. A ideia era reunir quem estava atrás para acompanhar os movimentos, mas a adesão ficou abaixo do esperado.
Fora das brincadeiras, o empate sem gols dividiu as avaliações sobre o desempenho brasileiro, mas não os palpites. O operador de máquinas pesadas Alcimar da Silva, de 39 anos, viu um primeiro tempo positivo, embora espere melhora após o intervalo.
“Achei que foi bom, mas dá para melhorar. Perdemos os pênaltis. Acho que ainda vamos fazer 2 a 0”, afirmou.
O pintor Renan Martins, de 36 anos, também pediu mudança no ataque. Assim como Geovana, ele quer Endrick em campo no segundo tempo.
“Dá para melhorar. Tem que entrar o Endrick no segundo tempo”, disse.
Renan também apontou Haaland como uma preocupação para a Seleção. Para ele, o atacante norueguês pode influenciar a postura brasileira em campo.
“O Haaland é bom, acho que estão com medo. Ele é bom”, afirmou.
Mesmo com a preocupação, o pintor manteve a aposta no Brasil. O placar previsto por ele é mais apertado: 1 a 0.
Entre um palpite e outro, Mateus Henrique, de 26 anos, acompanhava a partida enquanto trabalhava. Autônomo, ele vende balas na Esplanada e aproveitou o intervalo para rever a previsão feita antes de a bola rolar.
No início, Mateus esperava uma vitória brasileira por três gols. Depois dos primeiros 45 minutos, reduziu a vantagem, mas não abandonou a confiança.
“Eu comecei com 3 a 0, agora vou deixar com 2 a 0”, contou.
A mudança no placar veio acompanhada de críticas à postura da equipe. Para ele, o Brasil precisa pressionar mais a Noruega no segundo tempo.
“Achei que o Brasil está muito passivo, tem que apertar a marcação. Vamos fazer um gol, estou confiante no segundo tempo”, afirmou.
A confiança resistiu ao 0 a 0 entre os torcedores ouvidos pelo Campo Grande News. Geovana e Alcimar apostaram em 2 a 0, Renan previu 1 a 0 e Mateus baixou o palpite de 3 a 0 para 2 a 0.
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