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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

25/09/2013 17:37

Com contratos de R$ 2,2 milhões, empresa diz que pane no TJ é atípica

Lidiane Kober e Edivaldo Bitencourt

A Softplan – Planejamento e Sistemas, que recebe R$ 2,2 milhões por ano do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), atribuiu a uma “situação atípica e inesperada” a pane que tirou do ar o portal da Justiça em Campo Grande. Só na Capital, 259 mil processos tramitam e correm o risco de "sumir" com o problema no banco de dados.

Desde sábado (21), advogados, partes e o funcionários do Poder Judiciário não conseguem acessar aos processos e o Fórum de Campo Grande foi obrigado a dispensar os funcionários e só funcionar em regime de plantão.

Conforme o Portal da Transparência do TJMS, a Softplan, responsável por manter o serviço, tem três contratos. O maior, de manutenção de equipamentos de informática, prevê o pagamento de R$ 145,7 mil por mês. O segundo custa R$ 22,9 mil mês ao Judiciário. Enquanto o terceiro, vale R$ 19,8 mil. Os três contratos foram firmados em 2010.

Nesta quarta-feira (25), cinco dias após a pane que tirou o portal do Judiciário do ar, a empresa de Santa Catarina emitiu nota e garantiu que os processos não serão perdidos e prometeu resgatá-los até a próxima sexta-feira (27).

“Os dados dos processos estão resguardados em cópias de segurança (backup) e, neste momento, está sendo realizado justamente o procedimento de restauração das bases de dados do Fórum de Campo Grande, previsto para finalizar até a próxima sexta-feira”, informou a empresa, via nota, assinada por Maurício J R Rotta, gerente de relacionamento.

No mesmo documento, a Softplan elogia os investimentos do TJMS no setor de informática. “Cabe esclarecer que o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul foi o primeiro tribunal do país na adoção irrestrita do processo judicial digital, cuja extensão já atinge 100% das comarcas e varas da Justiça Estadual, em completo alinhamento e atendimento as metas estabelecidas pelo planejamento estratégico da instituição”, destaca.

A empresa ainda ressalta que tomou todas as precauções para evitar o problema, durante a migração de sistemas. “A migração de ambientes foi planejada, uma vez que este tipo de procedimento é de grande complexidade e demanda a participação de diversos atores”, disse.

“Apesar de todo o planejamento e as precauções tomadas, durante a execução dos procedimentos de migração das bases para o novo ambiente de produção do TJMS, no último dia 21/09, problemas ocorreram”, admitiu a Softplan. “Este fato se mostrou como uma situação atípica e inesperada”, concluiu.

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Bom seria se deixassem o sistema de lado e voltassem a tramitar tudo no processo físico mesmo não é mesmo? Ai sim não teria risco nenhum e tudo seria mais rápido. Antes das críticas, talvez um pouco de conhecimento sobre os benefícios de tornar um trâmite automatizado. Feio mesmo é a indignação por um problema técnico que poderia acontecer com qualquer companhia e também a falta de conhecimento de quem escreve sobre o "sumiço" de arquivos, baseado em coisas que pessoas sem conhecimento na área de TI disseram. Isso não é levar informação à população e sim cativar a ignorância. Falar sem conhecimento é o pior erro do brasileiro, corre o risco de se passar por tolo.
 
Juciara Souza em 27/09/2013 16:37:35
Isso acontece, migrações as vezes ocorre coisas que ninguém imagina.
 
marcelo martins em 26/09/2013 18:59:38
isso e uma vergonha falta de caráter falta e técnico competente. mal trenado isso não deve acontecer e um absurdo que vergonha fora do AR a dias......
 
JOSE PEDRO em 26/09/2013 08:02:20
Mas o Tribunal de Justiça e toda a população, advogados, promotores, etc, estão nas mãos de uma empresa terceirizada de Santa Catarina? Se tudo depende dessa empresa porque o Tribunal tem um departamento gigantesco de informática? Eles não resolvem nada nessa hora? porque tantos técnicos de informática nomeados, um monte de cargos se tudo depende de terceiros? Se o problema é atípico e inesperado é porque essa empresa não é tão competente e não conseguiu prever um dano tão grave. Eles devem ter a consciência que são vidas que aguardam decisões da justiça.
 
rafael santos em 25/09/2013 20:04:05
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