A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

01/06/2013 09:40

Com escândalos e CPIs, aumentam denuncias de erros médicos

Zemil Rocha e Aline dos Santos
Manifestação contra o erro médico no centro de Campo Grande (Foto: João Garrigó)Manifestação contra o erro médico no centro de Campo Grande (Foto: João Garrigó)

Em meio às operações da Polícia Federal, como a “Sangue Frio”, e a instalação das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Câmara de Campo Gande e Assembleia Legislativa do Estado, aumentaram as denúncias de erros médicos em Campo Grande. “Com as operações da Polícia Federal e as CPIs da Saúde, as pessoas tem se encorajado e feito mais denúncias. Nos últimos 20 dias recebemos 80 denuncias”, informou o presidente da Associação das Vítimas de Erros Médicos, Valdemar Munhoz de Souza.

Nesta manhã, famílias vítimas de erro médico, a maioria familiares e amigos de Josikelly Lopes de Souza, de 24 anos, que morreu dia 14 de maio no Hospital Universitário, fizeram passeata por algumas das principais ruas da Capital. A concentração foi na Rua Rui Barbosa, com a Avenida Salgado Filho, no Jardim Paulista. Depois, com ajuda de batedores da Polícia Militar, os manifestante percorreram a Rui Barbosa, seguindo após pela Dom Aquino, Calógeras e Afonso Pena, como ato final na Praça Ary Coelho.

A Associação de Vitimas de Erros Médicos foi fundada por Valdemar Munhoz de Souza, seu presidente, há cinco anos, depois da morte de um irmão em decorrência de erro médico. Segundo Souza, a entidade promove três a quatro passeatas por ano para chamar atenção da sociedade para o problema. A passeata deste sábado é a primeira do ano.

Na opinião de Souza, a cada dia vem crescendo a consciência das pessoas quanto à necessidade de denunciar e 0cobrar providências contra erros médicos. “As pessoas criam coragem e fazem as denuncia;. a gente vai verificar agora a procedência”, afirmou ele, referindo-se às 80 denúncias recebidas recentemente. A maioria das denuncias, segundo Souza, são relacionadas a atendimentos em hospitais.

O dirigente explica que é difícil para a família tomar alguma atitude imediata diante do erro médico. “A familia quando perde o parente ela fica sem o chão e ao investigar encontra dificuldade para conseguir prontuários. A associação dá ajuda para conseguir os documentos e também entra na Justiça para conseguir indenização”, informou.

Um dos casos citados esta manhã, durante a mobilização, foi o de Rita Stefani, que após cirurgia no Hospital Universitário (HU) ficou tetraplégica e mãe conseguiu liminar para custear o tratamento.

O outro é o de Josikelly, de 24 anos, que estava grávida e morreu dia 14 de maio no HU e também foi vítima de erro médico. A maioria dos manifestantes, ligados a Josikelly, estava com camisetas e faixas pedindo justiça.

A mãe de Josikelly, Naltair Lopes dos Santos, de 48 anos, empregada doméstica. disse que a filha foi “vítima de falta de atendimento médico e negligência”. A moça estava com mais de nove meses em gestação e a mãe conta que, quando ela passou mal, percorreu várias unidades de saúde em busca de atendimento, sempre encontrando pouco interesses e rápidas dispensas.

 

Doméstica Naltair com camista da filha Josikelly, que perdeu o bebê e morreu (Foto: João Garrigó)Doméstica Naltair com camista da filha Josikelly, que perdeu o bebê e morreu (Foto: João Garrigó)

Segundo Naltair, a filha foi levada para o posto de saúde do Tiradentes, por duas vezes, sendo dispensada. Na terceira vez, Kelly teria sido levada para a Maternidade Candido Mariano e dispensada de novo. O próximo destino foi a unidade de saúde da Moreninha, que a encaminhou para o HU. “Lá no HU foi péssimo o atendimento. Vi minha filha tendo crise e, quando fui atrás em busca de socorro, médicos e enfermeiras gritaram comigo”, lembrou a mãe.

O parto de Josikelly foi feito no dia 12de maio e a criança morreu logo em seguida e a máe no dia 14, ambas vítimas de infecção. Josi Kellly deixou três fillhos, de 8, 5 e 2 anos.

A mãe recorda-se com muita dor do percurso em busca de socorro médio para a filha Josekelly. “Nas passagens pelos postos, teve dignóstico de que ela estava com gripe e até falaram que era ensaio de parto, que não é a hora ainda”, disse ela, com indignação.

Sesau e SES recolhem quase 10 toneladas de lixo no Jardim Noroeste
A ação de recolhimento de lixo realizada em casas e terrenos baldios no Jardim Noroeste - bairro localizado na regiões leste de Campo Grande - somou ...
Apae recebe doação de brinquedos da campanha Compartilhe o Natal
Foi iniciado nesta segunda-feira (11) a entrega de brinquedos arrecadados na campanha "Compartilhe o Natal", realizado pelo Ministério Público Estadu...
Ação oferece serviço especial na UBSF do Tarumã nesta terça-feira
A UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) do Tarumã promove nesta terça-feira (12) diversas atividades voltadas para a promoção de saúde da populaç...


Em sua grande maioria contratados para uma jornada diária de 8 horas, porem atendem no máximo dez pacientes e cada consulta não chega a cinco minutos, salario médio 15 mil reais, muitos são formados na Bolívia, Paraguay e tantos outros lugares com escolas de excelência na área medica, acho que para os médicos formados no estrangeiro deveria ganhar pouco menos que um professor, que em valores daria uns 1200 reais por mês.
Por esse motivo que sejam muito bem vindos os médicos, cubanos ou qualquer outra nacionalidade.
 
JAIR ROCHA BENITES em 02/06/2013 00:02:16
É uma vergonha...tanto erro e não da em nada só escândalos, desvios e o povo morrendo.
Como disse o Doutor: aprendizado.
 
Dora Albuquerque em 01/06/2013 19:04:38
A maioria desses médicos (as) se formam "nas coxas" ou compram diplomas...está cada vez mais complicado, encontrar bons e competentes profissionais...
 
Jeanne Couto em 01/06/2013 13:59:50
Até pra polícia investigar é extremamente difícil, porque os hospitais não atendem as solicitações de envio de cópia dos prontuários médicos das vítimas para a autoridade policial, alegando sigilo do conteúdo e também citando resoluções do Conselho Federal de Medicina. Dessa forma, a polícia tem de recorrer a Justiça para conseguir tais documentos, o que leva tempo e é bastante burocrático. O pior de tudo é que, quando a polícia, enfim, recebe a cópia do prontuário médico da vítima, o IML se recusa a manifestar-se acerca da ocorrência ou não de erro médico, alegando que essa função é exclusiva do CRM e que não é ético invadir tal competência. Daí, amigos, até a polícia precisa recorrer ao próprio CRM para solicitar a avaliação do caso e aguardar até anos para indiciar os médicos! Absurdo!
 
Paulo Alfredo Ocampos em 01/06/2013 12:17:45
E as veperas de ganhar neném, questionei sobre isso com a medica q acompanhou meu pré natal e fui obrigada a ouvir: " Ninguem ta ali pra te sacanear!" kkkkk Pode até ser que pra sacanear não, mais com vontade de trabalhar também não estão!
 
Amanda Montagneri em 01/06/2013 12:07:13
É DE DEIXAR A GENTE INDIGNADO!! NAO SE TEM MAIS CONFIANÇA EM HOSPITAIS E NEM EM EQUIPES MEDICAS, FICA O MEDO DE FAZER UMA CIRURGIA E FICAR TETRAPLEGICO.

IMAGINA PRA GESTANTES,TAMBEM FICA O MEDO DA MORTE,ENFIM...

PARECE QUE O LEMA DOS HOSPITAIS É GANHAR DINHEIRO, FAZENDO ESTAS MARACUTAIAS JA INVESTIGADAS EM CPI'S, PREOCUPAR COM O PACIENTE,COM O CIDADAO,DE JEITO NENHUM.
 
RAFAEL ALVES em 01/06/2013 10:11:28
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions