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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

27/02/2015 12:00

Com infestação acima do tolerável, Centro faz passeata contra a dengue

Flávia Lima
Caminhada reuniu pelo menos mil pessoas na região central. (Foto:Marcos Ermínio)Caminhada reuniu pelo menos mil pessoas na região central. (Foto:Marcos Ermínio)
Agentes fantasiados despertaram a atenção da população para os riscos da doença. (Foto:Marcos Ermínio)Agentes fantasiados despertaram a atenção da população para os riscos da doença. (Foto:Marcos Ermínio)

Dados do último Lira (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti) apontam que a região central de Campo Grande tem 1,3 focos do mosquito Aedes aegypt, causador da dengue e febre chikungunya. Os números, de acordo com o chefe do Setor de Controle de Vetores do CCEV (Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais), Alcides Ferreira, são preocupantes, por isso a SAS (Secretaria de Saúde), em parceria com a Associação Comercial realizaram na manhã desta sexta-feira (27), uma caminhada pelas principais ruas do centro da cidade com  o objetivo de alertar a população sobre os riscos da doença e de como preveni-la.

Batizada de "Caminhada pela Vida", Alcides explica que a ação reuniu cerca de 600 agentes das 72 unidades básicas de saúde da Capital, além de estudantes, comerciários e representantes de entidades filantrópicas que ajudaram a distribuir panfletos e folders explicativos. Ao todo, pelo menos mil pessoas participaram da caminhada. Alcides disse que outras caminhadas foram realizadas em bairros com grande incidência de infestação, como a região do Nova Lima e Jardim Noroeste. "Desde o dia 7 de fevereiro estamos desenvolvendo esse cronograma de atividades nos bairros e a ideia é continuar com os mutirões e palestras", ressalta.

Para levar a uma conscientização, os organizadores apostaram no bom humor durante a caminhada. Munidos de cartazes e cantando jingles que alertavam sobre os perigos da doença e de como evitar a proliferação de focos do mosquito Aedes aegypt, um grupo de agentes seguia à frente com fantasias alusivas ao mosquito causador da dengue e com máscaras de personagens de filmes de terror, alertando a população sobre os riscos da doença, que em Mato Grosso do Sul já causou duas mortes: uma em Corumbá e outra em Paranhos. Em Campo Grande, de acordo com o último levantamento, há 636 casos sob investigação.

Segundo Alcides Ferreira, o número de focos no centro da cidade é preocupante porque durante as visitas dos agentes noso apartamentos e estabelecimentos comerciais, é comum encontrar água acumulada em ralos e em vasos de plantas, sem areia. O presidente da Associação Comercial, João Carlos Polidoro disse que a entidade vem realizando uma campanha intensiva de esclarecimento para que os comerciantes fiquem atentos a limpeza e organização de seus estabelecimentos. "Infelizmente ainda tem empresários que não se atentam para isso. Eles precisam zelar pela saúde de seus empregados. Quando um funcionário fica doente, é complicado para empresa também", disse.

O secretário de Saúde do município, Jamal Salém, que particpou da caminhada, ressaltou que o engajamento de todos os setores da sociedade é fundamental para evitar uma epidemia em todo o Estado. "No interior já temos cidades com esse quadro epidêmico, temos que lutar para que esse cenário não chegue a Campo Grande", afirmou. Ele disse que novas ações em pontos estatégicos como o Mercado Municipal, e camelódromo devem ser feitas em breve.

Segundo último relatório da Secretaria Estadual de Saúde, dez municípios apresentam quadro de epidemia, como Iguatemi, São Gabriel d'Oeste, Três Lagoas e Selvíria. Ao todo já são 3.947 casos suspeitos da doença no Estado.   

Quem acompanhou a caminhada aprovou a iniciativa, inclusive a ideia de alertar de forma bem humorada. "Quando a ação acontece de forma descontraída acaba chamando mais a atenção. Foi bom porque acredito que grande parte do povo ainda não tem consciência da gravidade da doença", opinou o mototaxista Ederval Silvério de Souza. Para quem sentiu na pele os sintomas da dengue, a ação deveria acontecer com mais frequência. É o caso do economista Conelly Yamada, que há seis anos teve dengue hemorrágica e chegou a ficar uma semana internado. "Pensei que fosse morrer porque tinha visto a mãe de um amigo morrer devido a doença", relembra.

Para evitar o risco, ele conta que procura ser zeloso com a limpeza de seu quintal. Morador do bairro Cidade Jardim, ele conta que os vizinhos da sua rua são unidos na prevenção. "Graças a Deus ali o pessoal cuida dos terrenos e de sua própria casa", afirma.

A vendedora Cleonice Fernandes também sofreu ao ver o marido com dengue. Agora ela revela que fica atenta em casa, retirando água acumulada de todos os recipientes, porém a vendedora questiona as poças que ficam acumuladas por vários dias em frente às lojas da região central, após as chuvas. "Fico preocupada com isso porque em casa a gente toma conta, mas acaba correndo riscos no trabalho", conclui.   

A caminhada terminou no shopping Pátio Central, onde foi montado um estande com material explicativo, além de microscópios onde é possível observar e reconhecer a larva do mosquito Aedes aegypt.

Agentes abordaram pessoas e distribuíram panfletos. (Foto:Marcos Ermínio)Agentes abordaram pessoas e distribuíram panfletos. (Foto:Marcos Ermínio)
secretário de Saúde da Capital Jamal Salém participou da caminhada e ressaltou que mais ações serão feitas para evitar epidemia na cidade. (Foto:Marcos Ermínio) secretário de Saúde da Capital Jamal Salém participou da caminhada e ressaltou que mais ações serão feitas para evitar epidemia na cidade. (Foto:Marcos Ermínio)
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É engraçado o povo sair em passeata por causa da dengue sendo que o maior problema são as pessoas que deixam lixo com água parada, se todos tivessem consciencia não haveria dengue, tenho certeza que mais da metade do pessoal da passeata tem algum foco na propria residencia.
 
Max em 27/02/2015 17:01:52
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