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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

25/02/2015 15:07

Saúde confirma 2ª morte por dengue e vê epidemia em 10 municípios

Casos suspeitos de dengue já somam 90% a mais em relação ao início de 2014

Flávia Lima e Edivaldo Bitencourt
índices ainda são alarmantes em 14 cidades, porém alguns municípios já contabilizam reduções de registros. (Foto:Divulgação)índices ainda são alarmantes em 14 cidades, porém alguns municípios já contabilizam reduções de registros. (Foto:Divulgação)

Mato Grosso do Sul já registra aumento de 90% de casos suspeitos de dengue em relação ao mesmo período do ano passado. Desde o início do ano já foram notificados 3.947 casos da doença em todo o Estado. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou a segunda morte pela doença neste ano no Esatdo e considera 10 cidades com epidemia da doença. Mais de 700 casos foram confirmados. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2014, o número de notificações somavam 2.068.

Os dados constam no relatório divulgado nesta quarta-feira (25) pela secretaria estadual de Saúde. Ao todo, 17 cidades continuam apresentando índices preocupantes, como Campo Grande, que já soma 636 notificações. Segundo o coordenador do Controle de Vetores do Estado, Gilmar Cipriano Ribeiro, já é possível afirmar que a Capital sofre um surto da doença, porém os números de notificações vem se mantendo estáveis, já que desde o início do ano Campo Grande registra média de 95 casos por semana. “Os números estão estáveis porque as ações de combate e esclarecimento da população estão surtindo efeito”, ressalta Gilmar.

Já o mesmo não ocorre em quatro municípios, que registram epidemia da doença. Em Iguatemi, por exemplo, são 815 notificações de acordo com os últimos dados. Só na semana passada foram registrados mais de 200 casos. Em alguns municípios, apesar da epidemia, os números de notificações vem sofrendo uma queda. É o caso de Itaquiraí, onde há 512 notificações, mas os registros vem caindo. Nas duas últimas semanas foram registrados apenas 31 casos.

O mesmo ocorre em São Gabriel do Oeste, na região central. Ao todo o município tem 222 notificações, porém semana passada foram notificados 18 casos contra a média de 40 registrados nas primeiras semanas do ano.

Em Selvíria os números de notificações também continuam altos, somando 221 na última semana, no entanto, segundo o último relatório, apenas 12 casos suspeitos foram registrados semana passada. A média nas demais semanas era de 40.

Já Três Lagoas tem 313 notificações, mas também tem conseguido controlar o índice de casos. Em janeiro e no início de fevereiro a cidade registrava média de 55 casos por semana. Agora esse índice é de 20 notificações.

Entre as cidades que tiveram um aumento nos registros está Paranhos, onde a situação já é considerada preocupante. O município teve média de 40 casos registrados nas duas últimas semanas, com um total de 135 notificações. A segunda morte confirmada nesta semana foi na cidade localizada na fronteira com o Paraguai. A outra ocorreu em Corumbá.

Em Água Clara o crescente número de registros também desperta preocupação. O município que seguia notificando cerca de oito casos por semana, teve 13 notificações semana passada.

Sete Quedas também vem observando aumento nos casos. Semana passada foram 62 registros enquanto nas semanas anteriores esse número não passava de 20. O município tem 122 notificações no total.

Na sequência vem Sonora, com 45 casos registrados semana passada contra média de 14 nas primeiras semanas do ano. O total é de 116 registros desde o início de 2015. Os exames para confirmação são feitos no Lacen (Laboratório Central do Estado), que já soma mais de 1,5 mil testes feitos este ano, número três vezes maior em relação a 2014. O resultado leva três dias para ficar pronto.

Causas - Gilmar Cipriano ressalta que o aumento no número de casos é em decorrência do período de chuvas, registrado especialmente este mês. O elevado número de criadouros do mosquito Aedes Aegypti expostos no meio ambiente também contribui com a epidemia da doença. No entanto, Gilmar destaca que a falta de recursos humanos e estrutura de alguns municípios dificulta são os principais motivos que dificultam o combate a dengue. “Alguns gestores alegam faltam de dinheiro e equipe para realizar ações de combate”, explica.

Apesar de a secretaria de Saúde ajudar com equipamentos como os veículos de fumacê e uniformes, algumas prefeituras não dispõem de número suficiente de agentes e veículos para transporte de pessoal

“Para reduzir esses índices é preciso intensificar ações com envolvimento total dos municípios e secretarias. Os agentes comunitários precisam atuar mais e ter um entrosamento dos órgãos e, claro, a população precisa estar totalmente envolvida no combate”, diz.

Gilmar afirma que os números alarmantes de notificações em alguns municípios de Mato Grosso do Sul tem levado a um monitoramento constante da secretaria de Saúde do Estado. “Estamos fazendo visitas e avaliando ações com gestores para interromper essa cadeia”, ressalta.



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