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Capital

Com menos de 10% de UTIs livres, casos graves de covid só crescem

Desde a última quinta-feira, taxa de ocupação de UTIs para covid está entre 90% e 100%

Por Guilherme Correia | 01/03/2021 09:32
Leito de UTI no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande (Foto: Chico Ribeiro/Governo estadual)
Leito de UTI no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande (Foto: Chico Ribeiro/Governo estadual)

Campo Grande tem 91,2% de leitos de terapia intensiva para covid-19 ocupados nas unidades hospitalares da cidade, o que indica crescimento dos casos mais graves da doença. Esse índice tem atingindo taxa superior a 90% desde a última quinta-feira (25), quando 94,4% das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) eram utilizadas por pacientes com coronavírus.

É importante ressaltar que esse número pode variar em uma mesma data, já que os hospitais encaminham informações ao governo estadual ao longo do dia. Levantamento feito pela reportagem, com base em dados do painel Mais Saúde, considerou o balanço final de cada dia para verificar a disponibilidade de estrutura médica em estabelecimentos de saúde públicos e privados.

A medição por parte da SES (Secretaria Estadual de Saúde) começa em meados de julho. Em relação aos leitos de UTI para pacientes com covid-19, a taxa se matinha entre 60% e 100% entre esse mês até novembro. O ápice ocorre em dezembro - chegando a registrar mais de 120% de ocupação.

À época, esse excedente era justificado pela pasta pela não habilitação dessas estruturas hospitalares por parte do governo federal. Até hoje, de acordo com essas fontes oficiais, não houve nenhuma morte de paciente esperando vaga em UTI.

Desde o último mês do ano passado, essa taxa tem caído, chegando a bater 59% em 11 de fevereiro. Apesar disso, as últimas semanas têm apresentado crescimento, e atualmente beira-se os 90%.

Demais tipos de leitos - 54,1% dos leitos clínicos destinados a covid-19 estão ocupados. Conforme normas técnicas da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), esse tipo de leito é destinado a acomodar pacientes de "qualquer especialidade clínica", não havendo tamanha complexidade, mas ainda assim é considerado um tipo de internação.

São diferentes dos leitos de terapia intensiva, que, ainda segundo esse manual, são unidades destinadas à "internação de pacientes graves ou de risco, que requerem atenção profissional especializada de forma contínua, materiais específicos e tecnologias necessárias aos diagnósticos e terapêutica".

Portanto, para a covid-19, as UTIs são utilizadas para acomodar pacientes com casos mais complexos e graves da doença.

Contabilizando os leitos clínicos destinados a todo tipo de complicação, até este domingo eram 77,2% vagas ocupadas, enquanto 88,9% das UTIs encontravam-se em uso.

Para o levantamento do Campo Grande News, foram incluídos todos os hospitais de Campo Grande nessa conta: Santa Casa de Campo Grande, Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Hospital Universitário, Maternidade Cândido Mariano, Clínica Campo Grande, Hospital Adventista do Pênfigo, Cassems, Hospital do Câncer, El Kadri, Hospital Infantil São Lucas, Hospital Nosso Lar, Hospital São Julião, Unimed e Proncor.

No Estado - Levantamento feito pelo jornal O Globo junto as secretarias estaduais de Saúde ao redor do País, mostra que mais da metade dos estados brasileiros tem sofrido com o aumento de internações hospitalares.

Nove unidades da federação estão em estado mais crítico, com mais de 90% de ocupação hospitalar. São eles Roraima, Rondônia, Ceará, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

Mato Grosso do Sul e mais oito unidades estão com taxas um pouco menores, entre 80% e 90%. Além do estado sul-mato-grossense, estão nessa faixa Acre, Manaus, Mato Grosso, Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia e Rio Grande do Norte.

Por fim, com menos de 80% estão o Pará, Roraima, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, Alagoas, Paraíba e Sergipe.

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