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Capital

Manifestantes cobram terras em MS e investimentos nos assentamentos

Famílias afirmam que ficarão em frente à sede do Incra até que demandas sejam encaminhadas

Por Ana Paula Chuva e Geniffer Valeriano | 16/03/2026 10:28
Manifestantes cobram terras em MS e investimentos nos assentamentos
Manifestantes em frente ao Incra na manhã desta segunda-feira (Foto: Osmar Veiga)

Famílias ligadas a movimentos sociais do campo ocupam nesta segunda-feira (16) a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), na Vila Glória, em Campo Grande, para cobrar avanços na reforma agrária em Mato Grosso do Sul. A mobilização reúne organizações que integram a Frente Unitária Agrária do Estado.

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Cerca de mil famílias de movimentos sociais do campo ocupam a sede do Incra em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, reivindicando R$ 2 bilhões para aquisição de áreas destinadas à reforma agrária. A mobilização reúne sete organizações, incluindo MST, UGT e FAFER, que representam entre 12 e 13 mil famílias no estado. O protesto integra a Jornada Nacional das Mulheres Sem Terra e busca avanços em processos parados desde 2023. As demandas incluem vistorias em propriedades rurais em 15 municípios, investimentos em habitação, perfuração de poços artesianos e revisão das normas de seleção de famílias para assentamentos.

Segundo os movimentos, a principal reivindicação é a liberação de R$ 2 bilhões para aquisição de áreas destinadas à reforma agrária no estado. Integram o grupo o MST (Movimento dos Sem Terra), UGT (União Geral dos Trabalhadores), FAFER (Federação dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais) e MSTB (Movimento Sem Terra Brasileiro).

De acordo com Sandra Maria Costa, presidente da FAFER e diretora-executiva da UGT, o ato reúne diferentes organizações para pressionar o governo federal a destravar processos parados no INCRA.

“Hoje estão reunidos sete movimentos que compõem a Frente Unitária Agrária de Mato Grosso do Sul. Estamos lutando para avançar no processo de aquisição de áreas, crédito habitacional e na seleção das famílias, porque a normativa atual não tem ajudado a atender quem precisa”, afirmou.

Ela explica que o objetivo é abrir diálogo com a Superintendência Regional do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e também levar as demandas ao governo federal. “Estamos aqui para dialogar com a Superintendência Regional do INCRA e com o presidente do INCRA e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, levando as dificuldades que temos no Estado até o presidente Lula”, disse.

Segundo a liderança, os movimentos têm representação em diversas cidades do estado e reúnem entre 12 mil e 13 mil famílias ligadas à luta pela terra. A ocupação começou por volta das 7h30, mas até o momento os manifestantes aguardavam abertura de negociação.

Jornada nacional

A mobilização também faz parte da Jornada Nacional das Mulheres Sem Terra, chamada de “Aromas de Março”, que ocorre em diferentes estados do país. Segundo Laura dos Santos, coordenadora nacional do MST em Mato Grosso do Sul, o movimento cobra ações que já foram discutidas com o governo desde 2023.

“É uma mobilização nacional das mulheres com o lema ‘Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar’”, explicou.

Ela afirma que várias áreas destinadas à reforma agrária ainda aguardam vistorias e definição por parte do Incra. “Desde 2023 estamos entregando a pauta e negociando, pedindo providências, mas não tem avançado. Estamos aqui para pedir urgência e destravar o que temos demandado,” disse.

Entre as reivindicações também estão investimentos em habitação nos assentamentos e perfuração de poços artesianos. “Queremos que nos assentamentos aconteça desenvolvimento, principalmente nas habitações e na questão dos poços artesianos”, afirmou.

Segundo a coordenadora, apenas o MST (Movimento dos Sem Terra) possui 54 assentamentos no estado.

Áreas citadas na pauta

No documento entregue ao INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), os movimentos pedem prioridade na aquisição ou desapropriação de diversas propriedades rurais em Mato Grosso do Sul. Entre elas estão fazendas localizadas em municípios como Jaraguari, Dois Irmãos do Buriti, Naviraí, Miranda, Ponta Porã, Rio Brilhante, Aquidauana, Sidrolândia, Dourados, Nova Andradina, Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Batayporã, Corguinho e Rochedo. A pauta também solicita vistoria imediata das áreas, avanço no Programa Nacional de Crédito Fundiário, revisão das normas de seleção de famílias para assentamentos e investimentos em infraestrutura.

Entre os pedidos estão ainda a ampliação de programas de moradia rural, apoio produtivo às mulheres do campo e fortalecimento de cooperativas nos assentamentos. Os manifestantes afirmam que permanecerão mobilizados até que o INCRA apresente encaminhamentos para as demandas.

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