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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

07/08/2013 15:03

Com tempo seco e calor acima dos 30º C, número de incêndios quadruplica

Elverson Cardozo
Apesar do número alto, ocorrências atendidas ainda são menores que do ano passado. (Foto: Cleber Gellio)Apesar do número alto, ocorrências atendidas ainda são menores que do ano passado. (Foto: Cleber Gellio)

O número de incêndios em vegetação, na Capital, teve um aumento significativo neste mês. Até esta terça-feira (6), segundo dados do último relatório fechado, o Corpo de Bombeiros atendeu 50 ocorrências. A média diária de atendimentos quadruplicou em relação a julho, de 2,4 para 10 ocorrências. 

Em julho, durante 30 dias, foram 72, contra 29 do mês anterior. A explicação para o aumento no número de chamados é simples. Desde o início de agosto e do fim do frio intenso, que bateu recorde de 38 anos, Campo Grande passou a registrar altas temperaturas e umidades que colocam a cidade em estado de atenção.

Ontem, por exemplo, o índice voltou a cair. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Metereologia), o registro foi de 20%, com máxima de 32,7º C e mínima de 32ºC. Hoje, a melhora no tempo seco foi de um ponto percentual, com quase 33º C (32.9º C).

“No final de julho e início de agosto, como o sol começou a esquentar bastante, o pessoal coloca fogo mesmo”, disse o major Hugo Djan Leite, do Corpo de Bombeiros.

A maioria das ocorrências, afirmou, tem relação com atitudes inconsequentes e criminosas. A mais comum delas é ater fogo para limpar o terreno. Para o Major, não é só falta de informação.

Para quem abusa desse “método”, que caracteriza crime ambiental, a vantagem está na comodidade. “É mais fácil para eles e é de graça”, afirmou.

No último domingo (4), até às 16h30, a Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) havia registrado 17 chamadas desta natureza. A média, em um plantão de 12 horas, é de 5 a 10, segundo informou o Major Muniz.

Estatística – Segundo a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros, o número de ocorrências, em 2013, ainda é menor se comparada aos dois anos anteriores.

Em 2011, no mês de julho, o serviço de emergência contabilizou 131 casos. Em 2012 foram 116, contra 61 este ano.
A recomendação à população é a de sempre: evitar limpar terrenos ateando fogo. Além de criminosa, a atitude pode resultar em uma tragédia.



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