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Capital

Com três stents no coração, Gino é “milagre” que venceu a covid por 2 vezes

Ele cruzou a porta do Hospital da Unimed na tarde deste sábado com status de sobrevivente

Por Aline dos Santos | 16/01/2021 15:11
Flávia ( de amarelo) comemora alta do pai Gino Rondon: "Só quero abraçar e levar ele para a casa". (Foto: Henrique Kawaminami)
Flávia ( de amarelo) comemora alta do pai Gino Rondon: "Só quero abraçar e levar ele para a casa". (Foto: Henrique Kawaminami)

Diagnosticado com covid-19 por duas vezes, o radialista Gino Rondon, 66 anos, cruzou a porta do Hospital da Unimed na tarde deste sábado (dia 16) com status de sobrevivente.

“É um milagre. Ele tem diabetes, pressão alta, três stents no coração. Mas venceu. O médico disse que a situação era gravíssima”, afirma a filha Flávia Rondon, 40 anos.

A dupla vitória de Virgínio Aleixo Rondon Gomes da Silva, o Gino Rondon, sobre a doença é uma história que começa ser contada em setembro de 2019. Ele é chefe de gabinete em Itiquira (Mato Grosso) e fez exame naquela ocasião após contato com caso positivo. A doença foi confirmada, mas veio com sintomas leve, tratados em casa.

Em 4 de dezembro, Gino chegou a Campo Grande, onde mora a filha, para se submeter a procedimento de cateterismo, que estava agendado para dia 8. Logo na chegada, apresentou sintomas gripais e teve o segundo exame positivo para o novo coronavírus.

Gino (à direita) teve covid duas vezes e, na última, precisou ser entubado. (Foto: Henrique Kawaminami)
Gino (à direita) teve covid duas vezes e, na última, precisou ser entubado. (Foto: Henrique Kawaminami)

Ele ficou isolado na casa da filha. Mas, na sequência do diagnóstico, veio a torrente de problemas de saúde: infarto e edema agudo pulmonar. “Ele ficou muito fragilizado pela covid”, conta Flávia.

No dia 4 de janeiro, o quadro se agravou  e o paciente foi internado às pressas no hospital com severa falta de ar. Na madrugada seguinte foi entubado. Sem poder estar perto, a família se valeu da fé, com campanha de orações.

Gino respondeu bem ao tratamento, os aparelhos foram sendo retirados e, finalmente,  pôde trocar a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por um quarto. “Deu o sopro da vida novamente. Chegou morrendo, a respiração dele zerou. Só quero abraçar e levar ele para a casa”, diz Flávia.

Flávia levou balões ao hospital para saudar a vida do pai. (Foto: Henrique Kawaminami)
Flávia levou balões ao hospital para saudar a vida do pai. (Foto: Henrique Kawaminami)


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