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Capital

Com vendas de oportunidade, frio é “dezembro” para ambulantes

A primeira onda de frio aqueceu as vendas de itens de inverno e comerciantes registram aumento de até 70%

Por Gabrielle Tavares | 19/05/2022 17:09
Ambulantes apostam na venda de meias e luvas para o frio em Campo Grande. (Foto: Kísie Ainoã)
Ambulantes apostam na venda de meias e luvas para o frio em Campo Grande. (Foto: Kísie Ainoã)

Com calor durante a maior parte do ano, campo-grandenses nunca estão preparados para o frio intenso e os vendedores ambulantes estão aí para provar: “É a época que mais dá dinheiro para a gente”, afirmou Agnaldo Santos da Conceição, 31, que trabalha há sete anos nas ruas da Capital.

Ontem (18), foi o dia mais frio do ano até agora. Com os termômetros marcando 4,8 graus e a sensação de dois graus às 6h, Campo Grande superou até Curitiba, conhecida por ser a capital mais fria do Brasil, que registrou 6°C.

Durante os dias quentes, Agnaldo costuma vender travesseiros e meias para o cotidiano, mas aproveita o frio para complementar. “Nós, ambulantes, temos que nos superar, enquanto uns veem crise, a gente vê solução”, apontou.

Ele disse ainda que o faturamento diário sobe para a média dos R$ 350, com as vendas aumentando em pelo menos 70% durante o inverno.

Para o vendedor Valmir Caetano, 53 anos, faria frio o ano todo. “O frio é realmente um dezembro, muitas vezes, se torna até melhor que o final de ano. Geralmente, vendedor que investe na época do frio, se dá muito bem, é outro nível. É até melhor que as datas comemorativas, Dia das Mães, das crianças, enfim, o frio supera tudo isso”, ressaltou.

No Centro da Capital, itens de inverno lotaram as vitrines durante a semana do frio até agora. (Foto: Kísie Ainoã)
No Centro da Capital, itens de inverno lotaram as vitrines durante a semana do frio até agora. (Foto: Kísie Ainoã)

Ele alega que consegue vender o dobro nessa época do ano. “O mais engraçado é que o povo fala que não tem dinheiro. Em outros tempos, todo mundo some, de um jeito que a gente pensa até que não tem mais cliente, mas quando esfria, eles arrancam dinheiro não sei da onde, é uma bênção”, completou.

No Camelódromo, a loja onde Júnior Lima, 23, trabalha, as vendas subiram desde o início do mês. Até agora, calças jeans e casacos de moletom ajudaram a subir pelo menos 30% do faturamento, mas é só o início do frio.

Vendedor do Camelódromo, Junior Lima, 23 anos. (Foto: Kísie Ainoã)
Vendedor do Camelódromo, Junior Lima, 23 anos. (Foto: Kísie Ainoã)

“Estamos esperando mais, para a gente, é uma bênção o frio, só alegria, aqui é como se fosse um dezembro. A procura é tanta que, às vezes, a gente não consegue pedir tudo. Faz uns cinco dias que estou tentando pedir casaco com o fornecedor, mas não estou conseguindo, porque a procura é muita”, disse.

Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a frente fria fica em Campo Grande até sexta-feira (20), mas vai perdendo força até que as temperaturas mínimas voltem para a casa dos 10°C, apesar disso, a máxima não deve ultrapassar os 25°C até domingo (22).

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