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Capital

"Gritou e chamou atenção", avalia vizinho sobre motivo da morte de testemunha

Moradores dizem que mulher entrou em desespero ao ouvir disparos; ela e outro rapaz foram mortos a tiros

Por Dayene Paz e Antonio Bispo | 04/03/2024 10:59
Marca de tiro em portão de residência que fica próxima ao local dos fatos. (Foto: Henrique Kawaminami)
Marca de tiro em portão de residência que fica próxima ao local dos fatos. (Foto: Henrique Kawaminami)

"Ela começou a gritar na hora e pode ser que isso tenha chamado a atenção deles", diz o morador do Bairro Estrela do Sul, em Campo Grande, após a morte da vizinha, Luana Azevedo da Silva, 39 anos. A mulher entrou em desespero ao ouvir os disparos contra um rapaz que estava em um ponto de ônibus, próximo a casa dela, na noite deste domingo (3). Saiu correndo, à procura do filho e acabou atingida com tiro na cabeça.

O morador conversou com o Campo Grande News na manhã desta segunda-feira (4) e pediu para ter o nome preservado, pois tem medo dos criminosos, que agiram com frieza e crueldade. O real alvo, Wanderson Mateus Vieira de Araújo, de 20 anos, estava no ponto de ônibus e foi atingido por 17 tiros, sendo 15 na cabeça e 2 no tórax.

Faixa zebrada em local onde Wanderson caiu e morreu. (Foto: Henrique Kawaminami)
Faixa zebrada em local onde Wanderson caiu e morreu. (Foto: Henrique Kawaminami)

Ao ouvir os disparos, Luana começou a gritar e acabou chamando a atenção dos autores. "Os atiradores miraram a arma em direção a ela, não foi bala perdida, eles queriam atirar em todo mundo", diz o morador de 65 anos e que mora há 38 no bairro. O idoso diz que viu Luana crescer. "De uma família boa e nunca fiquei sabendo de qualquer problema envolvendo ela", diz.

Por outro lado, Wanderson já causou problemas no bairro por conta de drogas e já foi alertado pelos moradores. "Ele usava junto com um grupo na praça próximo das crianças e acabava atraindo pessoas de fora, causando brigas e onda de furto na região", fala o idoso. Ele conta que o bairro era tranquilo, mas a criminalidade tem aumentado, mesmo com uma base da Guarda Civil Metropolitana na praça.

Idoso enquanto conversava com a reportagem. Ele pediu para ter nome preservado. (Foto: Henrique Kawaminami)
Idoso enquanto conversava com a reportagem. Ele pediu para ter nome preservado. (Foto: Henrique Kawaminami)

Outro morador, de 44 anos, também conhecia Luana e a descreve como uma pessoa "tranquila e querida". Afirma que ouviu os disparos na noite de ontem e ao sair, se deparou com a situação. Para ele, muitos usuários de drogas se concentram na praça do Estrela do Sul, o que aumentou a criminalidade e brigas. O morador diz que Luana "acabou pagando o preço também".

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