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Capital

Conhecido teria disparado tiros que mataram empresário

Polícia descarta latrocínio e diz que Wagner Paixão Chimenes foi morto a tiros por alguém que conhecia

Por Silvia Frias e Bruna Marques | 25/01/2022 11:36
Crime aconteceu no domingo e carro foi encontrado na Rua Kioto. (Foto: Arquivo/Marcos Maluf)
Crime aconteceu no domingo e carro foi encontrado na Rua Kioto. (Foto: Arquivo/Marcos Maluf)

Investigação da Polícia Civil indica que os tiros que mataram o empresário Wagner Paixão Chimenes, 39 anos, foram dados por pessoa que estava dentro do carro com ele e, por isso, supõe-se que ele conhecia a pessoa.

Chimenes foi assassinado a tiros no domingo (23), dentro do carro, na Rua Kioto, no Jardim Nascente, em Campo Grande. Ele foi atingido no abdômen e no rosto e morreu no local.

“O que tudo indica é que eles se conheciam, houve um diálogo e, após isso, uma execução à queima-roupa”, disse o delegado da 3ºDP (Delegacia de Polícia), Ricardo Meirelles Bernardinelli.

Wagner Paixão Chimenes foi morto no domingo. (Foto: Reprodução)
Wagner Paixão Chimenes foi morto no domingo. (Foto: Reprodução)

O delegado explicou ao Campo Grande News que já afastou algumas hipóteses. “Acreditamos que não foi um roubo seguido de morte”, disse Meirelles.

As investigações apontam que foi marcado encontro em local ermo, justamente para matar o empresário. A informação dada pela esposa da vítima à polícia é que Chimenes teria saído de casa para cobrar dívida e que até adiou viagem do casal para fazer esta cobrança.

No dia do crime, testemunha disse que ouviu os disparos e saiu para ver o que acontecia. O relato é que dois homens em uma Falcon verde fizeram a emboscada e um deles atirou. A polícia averigua que esses homens teriam chegado de moto e um deles entrou no veículo, um Volskwagen T-Cross.

“Claro que autor pode ter chegado de moto, a pé, em outro veículo, isso ainda não está em discussão”, disse o delegado.

Hoje de manhã, algumas testemunhas foram ouvidas, mas Meirelles não quis detalhar quem seriam as pessoas. A reportagem encontrou a mulher da vítima na saída da delegacia, mas ela não quis falar com a equipe.

Vida – Segundo relato da esposa, que consta no boletim de ocorrência do caso, Wagner Chimenes era chefe de equipe de construção civil, além de ser proprietário de dois caminhões que transportavam algodão e soja. Porém, ele era muito reservado e não gostava de comentar assuntos relacionados ao trabalho. O empresário já havia cumprido pena por roubo, tráfico de drogas e posse de arma e, por isso, a polícia também não descarta que o crime tenha sido cometido por acerto de contas.

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