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Capital

Conselho aponta falhas e cobra alimentação a pacientes em UPAs

Relatório indica falta de café da manhã, restrição a duas refeições e exclusão de comida para acompanhante

Por Ângela Kempfer | 14/04/2026 09:32
Conselho aponta falhas e cobra alimentação a pacientes em UPAs
Movimentação em frenta a UPA do Coronel Antonino, em dia de lotação de atendimento (Foto: Arquivo/Henrique Kawaminami-Arquivo)

Vistoria realizada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs) de Campo Grande identificou falhas no fornecimento de alimentação a pacientes que permanecem por longos períodos nas unidades. O levantamento foi feito pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, a pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

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Vistoria nas UPAs e Centros Regionais de Saúde de Campo Grande apontou falhas no fornecimento de alimentação a pacientes. O relatório do Conselho Municipal de Segurança Alimentar, solicitado pelo MPMS, identificou ausência de café da manhã, apenas duas refeições diárias e falta de alimentação para acompanhantes. O MPMS acionou a Secretaria Municipal de Saúde e recomendou ampliação para três refeições, acompanhamento nutricional e inclusão dos acompanhantes.

O relatório, encaminhado no início de abril, reconhece um avanço recente: a implantação das refeições nas unidades, inexistente até então e iniciada após cobrança do MPMS. Apesar disso, o documento aponta que o serviço ainda é insuficiente e precisa de ajustes urgentes.

Entre os principais problemas estão a ausência de café da manhã, a oferta limitada a apenas duas refeições por dia e a falta de alimentação para acompanhantes, inclusive nos casos em que a presença é obrigatória, como de idosos, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A vistoria também identificou falhas operacionais, como irregularidade nos horários de distribuição, estrutura inadequada para armazenamento dos alimentos e ausência de adaptação das dietas às condições clínicas dos pacientes, conforme prescrição médica.

Com base no relatório, o MPMS acionou a Secretaria Municipal de Saúde e cobrou explicações formais sobre os problemas apontados, além da adoção de medidas para corrigir o serviço.

Entre as recomendações estão a ampliação para três refeições diárias equilibradas, o acompanhamento nutricional contínuo e a inclusão dos acompanhantes no atendimento alimentar, conforme previsto em lei.

A apuração ocorre no âmbito de um inquérito civil que acompanha a situação nas unidades de saúde da Capital. Nesta etapa, segundo o MPMS, a prioridade é garantir a melhoria do serviço já implantado, com oferta suficiente e adequada de alimentação para pacientes e acompanhante.

O Campo Grande News buscou respostas junto a Secretaria Municipal de Saúde e aguarda retorno.