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Educação e Tecnologia

Professores aprovam reajuste parcelado de 5,4% até 2027

Prefeitura usará a folha salarial de agosto como base para calcular as três parcelas

Por Gustavo Bonotto e Judson Marinho | 13/07/2026 20:37
Professores aprovam reajuste parcelado de 5,4% até 2027
Professores votam favoravelmente a reajuste escalonado durante assembleia. (Foto: Judson Marinho)

Professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) aprovaram, na noite desta segunda-feira (13), a proposta da Prefeitura de Campo Grande para pagar o reajuste salarial de 5,4% em três parcelas. Cerca de 250 profissionais participaram da assembleia realizada na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação).

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Professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande aprovaram, em assembleia na noite desta segunda-feira (13), reajuste salarial de 5,4% parcelado em três etapas: 2% em setembro, 1,4% em dezembro e 2% em janeiro de 2027. O acordo também prevê publicação da tabela salarial atualizada e reuniões mensais de acompanhamento das políticas educacionais a partir de agosto.

O acordo prevê o pagamento de 2% em setembro deste ano, 1,4% em dezembro e 2% em janeiro de 2027. A prefeitura usará a folha salarial de agosto como base para calcular as três parcelas.

O ofício enviado pelo Executivo também determina a publicação da tabela salarial atualizada e de um calendário oficial para reuniões mensais da comissão que acompanha as políticas e os recursos da educação municipal. Os encontros devem começar em agosto.

Ainda segundo o texto obtido pela reportagem, o reajuste alcançará professores efetivos, temporários, convocados e profissionais com aulas complementares. A manutenção de todos os grupos no acordo foi um dos pontos considerados pela categoria durante a votação.

A assembleia ocorrida hoje também aceitou adiar a discussão sobre os 3% previstos na Lei Municipal 7.523, de novembro de 2025. A norma estabelecia a incorporação do percentual em setembro deste ano, mas a negociação será retomada em janeiro de 2027.

A comissão formada pela prefeitura, pela ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) e por representantes da Câmara Municipal deverá discutir a implantação desses 3% entre janeiro e maio do próximo ano. A categoria manteve, porém, a defesa da lei que estabelece o piso salarial para jornada de 20 horas semanais.

O presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, afirmou ao Campo Grande News que o acordo não atende integralmente à reivindicação inicial, mas preserva pontos considerados importantes pelos professores.

“Saímos deste movimento não com aquilo que pretendíamos, que era o pagamento à vista, mas com o reajuste parcelado em setembro, dezembro e janeiro de 2027. Também garantimos que professores temporários, convocados e com aulas complementares não ficassem à margem da categoria”, disse.

Histórico - A negociação começou após a paralisação realizada em 12 de junho, quando professores caminharam pela região central da cidade para cobrar o cumprimento da política salarial do piso para 20 horas.

Nas semanas seguintes, a ACP, a prefeitura e a Comissão Permanente de Educação da Câmara participaram de seis reuniões. As primeiras rodadas terminaram sem consenso sobre o percentual e o calendário de pagamento.

Em 7 de julho, a prefeitura apresentou uma proposta com parcelas de 1,7% em setembro, 1,7% em dezembro e 2% em janeiro de 2027. Os professores rejeitaram o cronograma por ampla maioria e exigiram o pagamento de todo o índice ainda em 2026.

Na mesma assembleia, a categoria pediu nova reunião com a prefeita Adriane Lopes (PP), a publicação da tabela salarial e a criação de um calendário permanente para acompanhar as contas e os investimentos da educação.

Adriane voltou a se reunir com representantes do sindicato e da Câmara em 10 de julho. Após mais de duas horas de discussão, o Executivo decidiu reformular os percentuais, mas manteve a última parcela para janeiro do próximo ano.