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Economia

Dólar sobe 0,45% e chega a R$ 5,13 com tensão entre Estados Unidos e Irã

Moeda americana avança nesta segunda (13) e Ibovespa perde 1,20%, aos 175,7 mil pontos

Por Gustavo Bonotto | 13/07/2026 19:16
Dólar sobe 0,45% e chega a R$ 5,13 com tensão entre Estados Unidos e Irã
Cédular do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial subiu 0,45% e fechou cotado a R$ 5,1315 nesta segunda-feira (13), no mercado brasileiro, com a procura pela moeda americana diante da escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã e da alta dos preços do petróleo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 1,20% e terminou o dia aos 175.739 pontos.

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O dólar subiu 0,45% e fechou a R$ 5,1315 nesta segunda-feira (13), impulsionado pela tensão entre Estados Unidos e Irã, que fechou o Estreito de Ormuz, elevando o petróleo Brent em 9,25%, a US$ 83,04. O Ibovespa recuou 1,20%, aos 175.739 pontos. No Brasil, investidores também monitoram as negociações tarifárias com os EUA, cujo prazo vence quarta-feira (15), com o governo Lula considerando provável a aplicação das taxas.

A divisa acumula alta de 0,46% na semana. Apesar do avanço desta segunda-feira, a cotação registra queda de 0,61% em julho e recuo de 6,51% desde o início do ano. O Ibovespa soma ganho de 2,16% no mês e valorização de 9,07% em 2026.

A nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã concentrou a atenção do mercado financeiro. Teerã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado para navios comerciais. Cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo passa pela rota marítima.

A tensão impulsionou os preços da commodity. Por volta das 15h50, o barril do Brent, referência internacional, avançava 9,25% e alcançava US$ 83,04. O WTI (West Texas Intermediate), negociado nos Estados Unidos, subia 9,23%, a US$ 78 por barril.

Os Estados Unidos informaram que bombardearam alvos militares iranianos nos últimos dias. Apenas no sábado, as forças norte-americanas atingiram mais de 100 localidades no Irã. O governo iraniano respondeu com ataques contra bases dos EUA no Oriente Médio e anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz.

O governo do presidente Donald Trump (Republicano) contestou o fechamento e afirmou que a rota marítima permanece aberta. O tráfego de embarcações na região, no entanto, ficou majoritariamente paralisado.

Os dois países ampliaram a frequência dos ataques durante o fim de semana e colocaram em risco o acordo firmado em 17 de junho. O entendimento estabeleceu um cessar-fogo e abriu caminho para a negociação de um tratado definitivo.

O governo iraniano informou nesta segunda-feira que mantém diálogo com Catar, Paquistão e Omã, países que atuam como mediadores, para evitar a retomada da guerra contra os Estados Unidos.

No Brasil, investidores também acompanharam as negociações sobre as tarifas anunciadas pelo governo norte-americano contra produtos brasileiros. O prazo para a Casa Branca decidir sobre a aplicação de taxas de 25% e 12,5% termina na quarta-feira (15).

A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera provável a entrada em vigor das tarifas. O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que Brasil e EUA ainda estão distantes de um acordo.