Assembleia decreta luto de 3 dias após morte de Alcides Bernal
Parlamentar ocupou cadeira de deputado estadual antes de vencer a eleição para prefeito em 2012

A Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) decretou luto de três dias nesta segunda-feira (13), em Campo Grande, pela morte de Alcides Bernal, que ocupou uma cadeira na Casa antes de se eleger prefeito da Capital. A Mesa Diretora oficializou a homenagem horas depois de a Câmara Municipal e a Prefeitura adotarem medidas semelhantes.
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A decisão não altera a rotina da Assembleia. Servidores e deputados mantêm o expediente normal durante o período de luto.
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Bernal passou pela Alems entre 2011 e 2012, na 9ª legislatura. Ele deixou o cargo de deputado estadual para disputar a Prefeitura de Campo Grande e venceu a eleição daquele ano com 270.927 votos, ou 62,55% dos votos válidos.
A passagem pelo Legislativo Estadual também deixou uma lei de autoria do ex-deputado. Bernal propôs a criação do Dia da Cidadania nas Escolas Estaduais de Mato Grosso do Sul, instituído pela Lei 4.275 de 2012.
Antes de chegar à Assembleia, o advogado e radialista cumpriu dois mandatos como vereador de Campo Grande. A trajetória pelos três cargos políticos serviu de base para a homenagem assinada pelo presidente da Alems, Gerson Claro, e pelos deputados Paulo Corrêa e Pedro Kemp, primeiro e segundo secretários da Mesa Diretora.
A Assembleia se juntou à Câmara e à Prefeitura nas homenagens oficiais ao ex-prefeito. Mais cedo, o Legislativo Municipal decretou três dias de luto e determinou que as bandeiras permaneçam a meio-mastro. A prefeita Adriane Lopes também publicou medida pelo mesmo período.
Morte - Bernal morreu às 0h35 desta segunda, na Santa Casa de Campo Grande, na véspera do aniversário de 61 anos. Ele sofreu um novo infarto e passou pelo terceiro cateterismo de urgência desde o início das internações por problemas cardíacos.
Os médicos encontraram coágulos nos stents implantados nas artérias do coração e tentaram desobstruir os vasos. A equipe fez uma angioplastia e aplicou medicamento nas coronárias, mas não conseguiu reverter o quadro.
O ex-prefeito sofreu uma parada cardíaca durante o procedimento. Três choques elétricos restabeleceram os batimentos por um período, mas Bernal voltou a sofrer paradas cardiorrespiratórias. As tentativas de reanimação não tiveram sucesso.
O político estava preso desde 24 de março deste ano, quando se entregou após matar a tiros o auditor fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. O crime ocorreu em um imóvel no Jardim dos Estados, em Campo Grande.

