Construtor nega golpe de R$ 100 mil e atribui atrasos a chuvas
Profissional diz que tentou negociar e que prazos podem se estender por imprevistos previstos em contrato
Após a publicação de denúncias de supostos golpes envolvendo serviços de carpintaria e construção em Mato Grosso do Sul, o construtor citado pelas vítimas falou com a reportagem do Campo Grande News na manhã desta terça-feira (17) e negou irregularidades. Por telefone, afirmou que nunca aplicou golpes e atribuiu os atrasos a fatores como condições climáticas e problemas com equipe de trabalho.
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Um construtor acusado de golpes em Mato Grosso do Sul negou irregularidades e atribuiu atrasos nas obras a condições climáticas adversas e problemas com funcionários. As denúncias partiram de diversos clientes que relatam prejuízos estimados em mais de R$ 100 mil. Entre os casos, uma cliente perdeu R$ 14,8 mil na construção de um chalé em Jaraguari, e outra teve prejuízo de R$ 4 mil em uma varanda de madeira inacabada. O construtor afirma que buscou acordos e que os atrasos foram causados por períodos de chuva e desfalques em sua equipe.
O valor listado pelos clientes ultrapassaria os R$ 100 mil.
Segundo o profissional, a forma de contratação varia conforme o serviço. “Trabalho com e sem entrada, depende da situação. Não faço somente chalés, mas também coberturas ou reformas”, explicou.
Sobre um dos casos relatados, ele afirmou que deixou claro, no momento da contratação, que ainda finalizava outra obra. “Quando deu o primeiro atraso, explique a situação e que daria continuidade. Mas tivemos duas semanas de chuva, e no meu contrato especifica que, em situações de clima ruim, não conseguimos produzir”, disse.
De acordo com o construtor, após o atraso, a cliente teria desistido do serviço e solicitado a devolução do valor pago. “Ela disse que não queria mais a obra, só o dinheiro de volta. Eu falei que faria o repasse, mas precisava de datas para receber e fazer os estornos”, afirmou. Ele também alegou que parte dos materiais já havia sido comprada e que os próprios clientes demonstraram interesse em ficar com os itens.
Ainda conforme o relato, períodos de 10 a 15 dias de chuva impactaram diretamente no cumprimento dos prazos previstos.
O profissional rebateu ainda as acusações feitas pelas vítimas. “Fizeram acusações falsas, até contra meus funcionários. Ocorreram imprevistos,” declarou.
Em outro caso, ele citou dificuldades com a equipe. “Teve uma época em que perdi alguns funcionários, o que fez a obra atrasar. A gente tentou negociar, mas não deu certo. Contratei advogado inclusive para fazer essas negociações”, disse. Por fim, o construtor afirmou que buscou acordo com as clientes, mas sem sucesso.
Entenda - As denúncias partiram de diversos clientes que relatam prejuízos após contratar o mesmo construtor em Mato Grosso do Sul. Chegaram, inclusive, a criar um grupo no WhatsApp que atualmente reúne seis pessoas com relatos semelhantes. A estimativa é de que o prejuízo total ultrapasse R$ 100 mil, incluindo pessoas que afirmam ter feito empréstimos de até R$ 30 mil para contratar os serviços.
A primeira vítima afirma ter perdido R$ 14,8 mil na construção de um chalé em uma chácara na região de Jaraguari. O contrato foi fechado em janeiro deste ano, com pagamento antecipado para compra de materiais. Segundo ela, o profissional chegou a iniciar a obra, mas passou a se ausentar, apresentar desculpas e, por fim, deixou de responder às tentativas de contato, sem concluir o serviço.
A segunda cliente, de 49 anos, relata prejuízo de R$ 4 mil após contratar a construção de uma varanda de madeira, em agosto de 2024. Ela diz que o construtor iniciou a estrutura, mas abandonou o trabalho após instalar apenas três vigas. Mesmo após acionar a Justiça e vencer a ação, afirma que nunca recebeu qualquer valor de volta.
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