ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, SEXTA  11    CAMPO GRANDE 24º

Capital

Correios adotam plano de contingência após início da greve em MS

Estatal informou que as medidas incluem reforço operacional e ações logísticas para manter os serviços postais

Por Mylena Fraiha | 11/09/2026 12:36
Correios adotam plano de contingência após início da greve em MS
Trabalhadores fazendo o transporte de correspondências; categoria está em greve desde ontem (Foto: Agência Brasil).

Correios informaram nesta sexta-feira (11) que acionaram um plano de contingência para manter o funcionamento das unidades e reduzir os impactos da greve iniciada pelos trabalhadores na noite de quinta-feira (10). As medidas incluem remanejamento de equipes, reforço operacional e ações logísticas voltadas à continuidade das entregas.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Correios acionaram plano de contingência após trabalhadores iniciarem greve por tempo indeterminado na noite de quinta-feira (10). A estatal afirma operar normalmente em Mato Grosso do Sul, mas o Sintect-MS alerta para possíveis impactos nas entregas. O principal impasse é o plano de saúde CorreiosSaúde. A paralisação é nacional e abrange os cerca de 1,2 mil funcionários do Estado.

Em relação ao cenário local, a estatal afirmou ao Campo Grande News em nota que os Correios estão funcionando normalmente em Mato Grosso do Sul, sem impacto na operação.

No entanto, a empresa não detalhou quantos trabalhadores aderiram à greve no Estado, quais equipes foram remanejadas nem quais unidades receberam reforço. Também não informou por quanto tempo o plano de contingência poderá ser mantido caso a adesão aumente.

A posição diverge parcialmente da apresentada pelo Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul). Segundo o presidente da entidade, Wilton dos Santos Lopes, nenhuma agência havia fechado completamente nesta sexta-feira, mas o atendimento e, principalmente, a distribuição de encomendas e correspondências poderiam ser afetados.

A greve por tempo indeterminado começou às 22h de quinta-feira, após ser aprovada em assembleia realizada às 18h. Mato Grosso do Sul possui cerca de 1,2 mil trabalhadores dos Correios, conforme estimativa do sindicato, mas a participação no movimento é facultativa.

Na manhã desta sexta-feira, trabalhadores realizaram um piquete em frente a uma unidade da empresa em Campo Grande. O sindicato também informou ter registrado mobilizações no interior do Estado. Uma nova concentração está prevista para segunda-feira (14), em frente ao complexo dos Correios na Rua Barão do Rio Branco, na Capital.

Negociação — Os Correios afirmaram que buscaram uma solução negociada antes do início da paralisação. “A empresa esteve empenhada na construção de uma solução negociada e apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente”, declarou.

Conforme a estatal, a proposta previa “o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados”.

A nota, porém, não detalhou as duas cláusulas que ficaram fora da proposta nem respondeu especificamente à alegação do sindicato de que a estatal pretende alterar sua responsabilidade sobre o plano de saúde.

O principal ponto do impasse, segundo a categoria, é o CorreiosSaúde, administrado pela Postal Saúde. Atualmente, trabalhadores e empresa dividem o custeio. O sindicato afirma que os Correios pretendem deixar a condição de mantenedores e passar a atuar como patrocinadores, alteração que, na avaliação da entidade, poderia reduzir as responsabilidades da estatal e aumentar os valores pagos pelos funcionários.

“Hoje, tenho trabalhador pagando em torno de R$ 1,2 mil pelo plano de saúde. O trabalhador da base dos Correios recebe, em média, R$ 2,5 mil. Quem vai conseguir pagar ainda mais?”, questionou Wilton.

Além da preservação do plano de saúde, a categoria reivindica a reposição integral da inflação e a manutenção de direitos previstos nos acordos coletivos. Os Correios, por sua vez, disseram reafirmar “seu compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade da prestação dos serviços postais à população brasileira”.

A paralisação ocorre em âmbito nacional. Segundo a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), as 35 assembleias realizadas até quinta-feira aprovaram a greve. No Acre, a deliberação estava prevista para esta sexta-feira.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.