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Campo Grande, Sábado, 20 de Janeiro de 2018

14/12/2010 18:11

CRM cassa registro de médico do Exército que abusou de pacientes

Jorge Almoas

Médico pode continuar exercendo profissão até decisão da defesa

O CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) cassou o registro do médico urologista Marcus Vinicius Carreira Bentes por abusar sexualmente de pacientes. Marcus é major do Exército e atendia no Hospital Militar, e na rede pública de Campo Grande.

Bentes é acusado de ter abusado sexualmente de uma paciente no Hospital Militar em Campo Grande. A decisão sobre a cassação do registro foi tomada no último sábado pelo Conselho de Ética do CRM.

“Após a decisão, o médico tem 30 dias para apresentar defesa junto ao Conselho Federal de Medicina”, esclarece André Borges, assessor jurídico do Conselho de Medicina.

Juberty Antônio de Souza, presidente do CRM-MS, confirmou ao Campo Grande News a cassação do registro profissional de Bentes, mas não deu detalhes do julgamento no conselho de ética. “Estamos impedidos de comentar”, afirmou Juberty.

A assessoria de imprensa da prefeitura de Campo Grande disse que Marcus Bentes está lotado na Unidade Básica de Saúde do bairro Guanandi e que não responde a processo administrativo sobre acusação de abuso sexual de pacientes.

No entanto, ele pode recorrer da decisão no prazo de até 30 dias. A prefeitura não foi comunicada sobre a decisão do CRM.

Esfera – Marcus Vinicius Carreira Bentes responde a processo na Justiça Militar por abuso sexual de sete pacientes. No primeiro julgamento, em 2009, o major do Exército foi absolvido das acusações, sob alegação de falta de provas.

O MPM (Ministério Público Militar) recorreu da decisão e solicitou a condenação do médico, justificando que sete mulheres diferentes, que não se conhecem, narraram condutas sexuais sobre o mesmo médico.

Em junho deste ano, o advogado de Marcus Vinicius apelou ao Supremo Tribunal Militar sobre o pedido do Ministério Público, afirmando que não teve oportunidade de realizar a sustentação oral da defesa. Por conta disso, o SPM decidiu anular as decisões anteriores e solicitou que novo julgamento fosse marcado, ainda sem data prevista.

Ainda de acordo com a assessoria jurídica do CRM, a lei que regulamenta os julgamentos do conselho de ética não impede o profissional de continuar exercendo a profissão no período de defesa, estipulado em 30 dias. "Até que a decisão seja referendada pelo CFM, ele pode continuar trabalhando", completou André Borges.



Parabéns Sr Hilton Guenka, pelo seu comentário. O erro de uma pessoa não deve ser atribuído à sua classe. Existem militares com doenças mentais assim como em qualquer classe ou profissão. Assim como existem alcoólatras em todas as esferas e ladrões também. Os militares e os médicos, bem como todas as profissões são uma parcela da sociedade e por isso mesmo contendo pessoas as mais diversas.
 
Ana Paola Brasil Medeiros em 08/02/2012 04:06:24
Sobre o primeiro comentário do sr. almir (minúsculas por preferência do mesmo). Acha que é alguém que sabe algo mas confunde as coisas.
SE não fosse a Justiça Militar, caso o médico fosse acusado na Justiça comum, ele não seria cassado. Não por uma acusação dessas.
Portanto pare de falar besteira, vá estudar, crie cultura a ponto de deixar seus pré-conceitos de lado e talvez um dia vire gente. Neste dia talvez comece a lutar para que a Justiça comum consiga ter condições para ser tão justa quanto a militar.
 
Hilton Guenka em 11/05/2011 06:15:41
Não se trata meu caro Almir de ditadura militar....se trata de um doente, um profissional antiético e que merece ser punido exemplarmente!
 
Silvia Maria da Silva em 15/12/2010 12:31:09
Almir (jornalista) o que tem a ver a ditadura militar com uma conduta anti ética deste médico?
por acaso ele é militar. Ele não abusou das pacientes por ser militar, abusou porque é um covarde!
isso é abuso de poder, não militar, mas decorrente de sua profissão. Tem que ser caçado, com ç mesmo!
Não se pode deixa-lo exercer a profissão um dia sequer!
 
Paulo Coura em 15/12/2010 10:35:57
até quando esta nação irá suportar tantas aberrações, destes pseudos proficionais, se as leis não dão uma solução: será possível que poderá surgir um executor para esses trastes humanos destruidores de lares e familias, que se encontram totalmente a merce dessas pessoas sem a devida proteção de uma lei, mais rigida aplicada ao rigor de uma verdadeira justiça.
 
eduvalmo da silva gonçalves 15 de dezembro de 2010 quarta feira em 15/12/2010 09:12:32
CRM punir exemplarmente alguém? Essa eu quero ver ainda vivo, ou até virar um velhinho de barbas brancas.
 
Daniel Francelino em 15/12/2010 08:03:07
Vivemos em em Pais com dois pesos e duas medidas mesmo, se fosse um zé ruela qualquer, com certeza ja estaria no xilindró servindo de mulherzinha para os demais. ISSO É UMA VERGONHA !!!!!!!
Quando a Lei será cumprida como deve hem? Ou seja direitos iguais para todos!!!!!
 
Elza Maria Alencar Nascimento em 15/12/2010 07:29:44
muitos falam sobre a ditadura militar,mas fazem que não existem a ditadura civil,afinal sempre há alguém no poder.
 
antonio luis em 15/12/2010 07:19:23
Pois e essas pessoas são protegida o poder publico tem que mostrar que pode e deve punir esses dotores do mal.
 
Admilson Isfran de Arruda em 14/12/2010 07:50:10
Senhor major, médico urologista Marcus Vinicius Carreira Bentes,

A Ditadura Militar acabou. Vocês não podem mais fazer o que dá vontade de fazer.

Almir Farias da Cunha
jornalista
 
almir farias da cunha em 14/12/2010 07:37:31
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