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Campo Grande, Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020

24/01/2020 11:11

De casa em casa, equipes mostram como evitar invasão de escorpiões

Diante do aumento no número de aparições, a estratégia foi reforçar o trabalho de vistorias e orientação

Anahi Zurutuza e Fernanda Palheta
Equipe do CCZ aplica veneno em ralos de casa no Jardim Panamá (Foto: Silas Lima)Equipe do CCZ aplica veneno em ralos de casa no Jardim Panamá (Foto: Silas Lima)

De casa em casa, equipes do Scraps (Serviço de Controle de Roedores, Animais Peçonhento e Sinantrópicos), do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), começaram nesta sexta-feira (24) a “trabalhar dobrado” para ensinar famílias de Campo Grande a evitarem invasão de escorpiões.

Em 2019, foram registrados 742 acidentes com os animais peçonhentos – cerca de 2 por dia. Na primeira quinzena de janeiro, 19 incidentes foram notificados e diante do aumento no número de aparições, a estratégia foi reforçar o trabalho de vistorias e orientação.

“Houve um aumento no número de notificações e não da para falar em bairros específicos, porque estes casos ocorrem em toda a Capital”, esclarece a bióloga Christianne Brandão, chefe do Scraps. Segundo a especialista, com a chegada da rede de esgoto, que hoje está em quase toda a cidade, os escorpiões conseguiram acesso às residências, pelos ralos e pias.

Há mais explicações para esta frequência maior nas ocorrências. Mudanças climáticas e predação dos predadores – sapos, rãs, répteis e algumas aves – são duas delas. “Se há redução na população desses animais, a cadeia alimentar fica desequilibrada”.

Outro motivo é o aumento da oferta de alimento no meio urbano. “Terrenos baldios e lixo acumulado atraem insetos, que servem de alimento para o escorpião”.

O verão é a época do ano com maior incidência. “É o período de reprodução e aumenta a oferta de alimentos, por causa do calor e da chuva”.

Agentes vistoriam banheiros e pias (Foto: Silas Lima)Agentes vistoriam banheiros e pias (Foto: Silas Lima)

Vistorias – O serviço de combate é composto por duas equipes que se dividem para fazer as vistorias solicitadas pela cidade. Christianne explica que os agentes trabalham de forma diferente dos que fazem o controle de endemias, como a dengue. É necessário solicitar a visita. “Vamos onde há notificações. Locais onde houve acidentes ou para onde recebemos solicitação”.

Nesta sexta-feira, a equipe coordenada pela bióloga foi ao Jardim Panamá e visitará ainda imóveis no Zé Pereira, Coophatralho, Vila Alba, Vila Sobrinho e Vila Almeida. Neste último bairro, uma criança de 7 anos foi picada por escorpião recentemente.

No Panamá, foi a casa onde Cintia dos Santos, 30 anos, mora com os dois filhos, de 1 e 3 anos, e o marido, que recebeu a vistoria. “Apareceram alguns dentro de casa, um antes do Natal e outro, no último domingo, na parede e quintal. Meu marido já encontrou vários na rua, por isso a nossa preocupação”.

Os agentes fazem aplicação de veneno, mas somente em casas onde há barreiras físicas – manter ralos e pias tampados, telas nas grades de escoamento de água para a rua e canaletas. Além disso, a recomendação é manter a casa sempre limpa, sem acúmulo de lixo que possa atrair insetos. Dedetização contra baratas, por exemplo, também contribui para manter escorpiões afastados, uma vez que eles não invadem locais sem oferta de alimentos.

Se, mesmo tomando todos esses cuidados, o morador ainda encontrar algum desses animais em casa, é recomendado fazer o recolhimento dele, colocando-o em um recipiente fechado, mas evitando o contato, e levá-lo ao CCZ, onde será feita análise do espécime, principalmente em caso de acidente.

Se a pessoa for picada por um escorpião ou qualquer outro animal peçonhento ela deve procurar imediatamente um hospital ou posto de saúde para receber o atendimento adequado. Em Campo Grande, o Civitox (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica ) funciona no HR (Hospital Regional), no Bairro Aero Rancho.

Serviço – O proprietário do imóvel também pode solicitar uma inspeção na sua residência, seja no balcão da recepção do CCZ, ou via telefone, pelo 3313-5026 (horário comercial) ou no 3313-5000.

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