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Campo Grande, Domingo, 21 de Abril de 2019

12/11/2018 15:16

De outubro para cá, Campo Grande já registra 27 assassinatos

Número de casos de mortes violentas em 43 dias já representa quase o dobro do mesmo período do ano passado, em um ano em que os números vinham caindo

Viviane Oliveira
Marlon Matheus foi morto com tiro no peito no Portal Caiobá (Foto: Paulo Francis) Marlon Matheus foi morto com tiro no peito no Portal Caiobá (Foto: Paulo Francis)

Do dia 1º de outubro a 12 de novembro deste ano, Campo Grande registrou 27 homicídios,  13 a mais em comparação com o mesmo período de 2017. Os dados são da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e indicam que, neste período, o número quase dobrou.

Essa escalada dos assassinatos chama a atenção principalmente porque ocorre em um ano que, no acumulado, apresenta queda no número de homicídios. De janeiro até novembro foram 80 mortes violentas. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 95 homicídios dolosos, houve queda de 15%. Em todo o ano passado, Campo Grande teve 115 assassinatos.

Entre as mortes violentas estão casos com características de crime de pistolagem, que forçaram a Polícia Civil a montar uma força-tarefa, para investigar dois casos ocorridos em outubro e um outro em junho, mas com caracaterísticas semelhantes.

Cronologia - O subtenente Ilson Martins de Figueiredo, que era o chefe da segurança da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, foi morto às 6h de uma segunda feira (11 de junho), na avenida Guaicurus. O policial conduzia um Kia Sportage, que foi atingido por pelo menos 45 tiros de fuzil AK 47 e carabina 556. Ilson morreu na hora.

Na madrugada de 18 de outubro, Marcel Costa Hernandes Colombo, 31 anos, que ficou conhecido como Playboy da Mansão, foi assassinado enquanto bebia com os amigos, na Cachaçaria Brasil, na Avenida Fernando Correa da Costa, na Vila Rosa Pires. Ele foi atingido por cinco tiros de pistola 9 milímetros e morreu no local.

Na noite de 26 de outubro, Orlando da Silva Fernandes, 41 anos, também foi executado a tiros de fuzil. O crime foi na Rua Enramada, no Jardim Autonomista, em Campo Grande. Ele teria entregado a executores a rotina do narcotraficante Jorge Rafaat aos executores, que foi assassinado em junho de 2016 no Paraguai. Na morte do subtenente e Orlando, os carros usados nas ações foram incendiados.

Tragédia familiar - Os outros casos que constam da estatística são crimes ocorridos em circunstâncias distinas. O mais recente, no dia 8, foi o assassinato de Francisca Barbosa, 77 anos, pelo filho, José Edson Rodrigues Antunes, 38 anos, na Rua Jaru, no Bairro São Conrado. No dia 4, Luiz Roberto Pereira dos Santos, 26 anos, foi encontrado morto amordaçado, com mãos e pés amarrados, por volta das 21h, no condomínio residencial onde vivia, na Rua Napoleão Marques Siqueira, no Jardim Tijuca. 

Ainda na mesma noite, uma mulher de 29 morreu esfaqueada durante briga em bar, na Rua Crispim Moura, na Vila Nova Capital, em Campo Grande. Daniele Alencar Viegas foi socorrida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Moreninha, mas não resistiu. Três irmãs são suspeitas pelo crime.

Carro do subtenente Ilson Martins foi fuzilado na manhã do dia 11 de junho ( (Foto: Saul Schramm/Arquivo)Carro do subtenente Ilson Martins foi fuzilado na manhã do dia 11 de junho ( (Foto: Saul Schramm/Arquivo)

Por volta das 5h do dia 5, Dailo Souza Santos da Silva, 36 anos, foi encontrado morto com um tiro no peito, na Rua Vasconcelos Fernandes, entre a Avenida Afonso Pena e Barão do Rio Branco. Não há câmeras de segurança na região e o suspeito do crime ainda não foi localizado. 

No mesmo dia, Marlon Matheus da Silva Marques, 21 anos, foi assassinado a tiros, na Rua Cahoeira do Campo, no Portal Caiobá. Mesmo ferido, Marlon tentou fugir, mas morreu antes do socorro.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul é conhecida como uma das que mais elucidam crimes desse tipo no país. Um estudo sobre a impunidade no Brasil, publicado no fim de 2017 pelo Instituto Sou da Paz colocou Mato Grosso do Sul com a maior taxa de homicídios elucidados do país: 55,2% dos casos foram resolvidos em 2016, dado mais recente disponível. 



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Diego Félix em 12/11/2018 15:28:11
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