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Campo Grande, Sábado, 22 de Julho de 2017

17/07/2017 19:31

Defensoria pede prisão domiciliar de Nando para tratamento médico

Nyelder Rodrigues

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul pediu no início do mês que seja concedido prisão domiciliar ou permissão de saída para tratamento médico a Luiz Alves Martins Filho, de 50 anos, conhecido como Nando, preso preventivamente e acusado de pelo menos 16 mortes em Campo Grande, entre 2012 e 2016.

Morador do Danúbio Azul, bairro da região norte da Capital, ele comandava grupo de extermínio no local, sendo descoberto em novembro do ano passado. No Jardim Veraneio, foi encontrado um cemitério clandestino com as vítimas de Nando.

Desde sua prisão ele segue detido de forma preventiva, porém, segundo a Defensoria Pública, vem enfrentando problemas de saúde por falta de cuidados do Poder Público, já que ele tem um estreitamento do canal da uretra chamado estenose de uretra traumática, situação que destaca atenção especial para ele.

Esse estreitamento faz com que ele precise de cistostomia - abertura na bexiga para introdução de catéter para coleta da urina - e troca quinzenal da sonda usada no tratamento. Entretanto, é alegado que essa troca foi feita apenas duas vezes, em 10 de abril e 8 de junho deste ano, acarretando diversos problemas.

Entre eles está a criação de abscessos no pênis, já que ele é hipertensivo. Já a urina da bexiga acaba vazando pela abertura da cistostomia do catéter, infeccionando o local e gerando dores abdominais, dores de cabeça, febre e problemas cardíacos.

Ministério Público - O pedido da Defensoria foi feito no dia 7 deste mês. Seis dias depois, o MPE (Ministério Público Estadual) se manifestou e pediu urgência na avaliação do preso, atestando se de fato a situação de Nando é lastimável.

A avaliação médica será submetida a peritos e devem responder questões como a gravidade da doença, se ela é permanente, quais limitações ele apresenta, se o tratamento necessário pode ser oferecido em regime fechado, entre outros.

O MP também pede que a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) ainda providencie toda estrutura para o tratamento de Nando, sempre que for necessário atenção especial.

Caso o primeiro pedido da Defensoria seja aprovado, Nando cumprirá a prisão preventiva em regime domiciliar. A outra opção é que ele seja liberado para o tratamento fora da prisão, por quatro meses, sem escolta - já que a falta dela é justamente um dos motivos que impede o tratamento correto do sentenciado, informa a defesa.




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