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Capital

Defesa desiste de insanidade e lista 10 testemunhas a favor de matador de Carla

Entre os nomes, estão dois que já prestaram depoimento na semana passada, pela acusação

Por Marta Ferreira | 15/09/2020 08:17
Marcos André durante a audiência para ouvir as testemunhas de acusação, no dia 8 de setembro. (Foto: Reprodução do Google Meet)
Marcos André durante a audiência para ouvir as testemunhas de acusação, no dia 8 de setembro. (Foto: Reprodução do Google Meet)

Breve, sem alusão a insanidade mental do réu e com duas testemunhas que também serviram à acusação. Assim foi a defesa prévia apresentada pela advogada do réu confesso pelo assassinato da jovem Carla Santana  Magalhães, morta aos 25 anos,  depois de ser atacada na porta de casa no dia 30 de junho, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. O vizinho da vítima, Marcos André Vilalba de Carvalho, 21 anos, preso desde 14 de julho, admitiu o crime e está sendo processado por homicídio com quatro qualificadoras, entre elas o feminicídio.

Na semana passada, no dia 8, foram ouvidas as testemunhas de acusação, que reforçaram a versão já confessada pelo réu.

Marcos André raptou Carla na rua onde ambos moravam, levou a jovem desmaiada para a casa dele, do lado de onde ela vivia com a família, cometeu o assassinato por esgorjamento - corte profundo a faca no pescoço -, violou o cadáver, no banheiro do imóvel, e abandonou o corpo nu num bar na mesma esquina, no dia 3 de julho.

Corpo de Carla foi abandonado em esquina da casa onde vítima e algoz moravam. Um parente localizou a jovem morta e cobriu o cadáver. (Foto: Kísie Ainoã)
Corpo de Carla foi abandonado em esquina da casa onde vítima e algoz moravam. Um parente localizou a jovem morta e cobriu o cadáver. (Foto: Kísie Ainoã)

Na noite desta terça-feira, a advogada cumpriu prazo dado pelo juiz do caso, Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, durante a audiência para ouvir as testemunhas da acusação, e apresentou a manifestação do réu. No documento,  relacionou as testemunhas da defesa.

Havia um indicativo de que a defesa, a cargo da advogada Michelli Francisco, fosse alegar insanidade mental, mas não houve encaminhamento nesse sentido ainda. Normalmente, quando isso ocorre, é aberto um processo dependente ao da acusação, para que seja feita perícia psiquiátrica.

Defesa - Na relação de testemunhas a favor, são 10 pessoas, entre elas o ex-patrão de Marcos, que o trouxe de Bela Vista, a 322 quilômetros de Campo Grande, para trabalhar em Campo Grande, e ainda cunhado de Carla, que encontrou o corpo dela na manhã de 3 de julho. Eles já foram ouvidos na sessão da semana passada pois estavam na relação do promotor do caso, Douglas Oldegardo dos Santos.

As outras testemunhas são pessoas que conheciam o réu da região ou trabalharam com ele. Marcos atuava como servente de pedreiro.

Junto às lista das testemunhas, foi escrita a uma breve argumentação da advogada, sem tese que questione a investigação apresentada até agora.

“O denunciado deu sua versão dos fatos ao delegado de polícia, colaborando com a justiça”, escreveu Michelli Francisco. “Foi submetido a exame de corpo de delito. Logo, esteve presente em todos os atos em que foi concitado a colaborar com as investigações”, prossegue.

Na sequência, a defesa requer “a produção de todas as provas admitidas em direito”.

Havia um indicativo de que a defesa, a cargo da advogada Michelli Francisco, fosse alegar insanidade mental, mas não houve encaminhamento nesse sentido ainda. Normalmente, quando isso ocorre, é aberto um processo dependente ao da acusação, para que seja feita perícia psiquiátrica.

Marcos André está no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande), na ala dos criminosos sexuais. Com a lista das testemunhas em favor dele, agora o juiz vai marcar a próxima audiência da ação criminal.

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