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Capital

Defesa repete a juiz que réu por morte de Brunão não estava bebendo

Por Rafael Ribeiro | 29/06/2017 11:34
Juiz Aluízio Pereira dos Santos decidirá agora o futuro de réu pelo caso Brunão, após ler justificativas (Foto: Arquivo)
Juiz Aluízio Pereira dos Santos decidirá agora o futuro de réu pelo caso Brunão, após ler justificativas (Foto: Arquivo)

A defesa do hoje confeiteiro Christiano Luna de Almeida, 29 anos, devolveu à Justiça no fim da tarde desta quarta-feira (28), com suas argumentações, o processo em que a promotoria pede sua prisão após divulgação de suposta foto onde aparece com bebida alcoólica, o que provocaria a suspensão do seu direito de responder em liberdade o julgamento pelo assassinato do ex-segurança Jeferson Bruno Escobar, o Brunão, 23, ocorrido em 2011.

A decisão agora sobre a prisão imediata ou não de Almeida está nas mãos do juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Juri de Campo Grande, que vai proferir sua decisão após analisar as argumentações de acusadores e defensores.

“Vamos estudar de forma minuciosa as alegações antes da decisão”, resumiu no início da semana o juiz, ao Campo Grande News.

Responsável pela defesa de Almeida, o advogado José Belga Assis Trad formulou sua defesa em dois dias, um a menos de prazo ainda a que tinha direito. Segundo a reportagem apurou, as alegações são as mesmas que ele havia divulgado em carta na última terça-feira (27), ou seja, que o réu tem comportamento exemplar nos últimos seis anos desde o ocorrido e o risco dele sofrer represálias de outros detentos, pela repercussão do crime.

A expectativa do Ministério Público Estadual é que o juiz divulgue até o final desta sexta-feira (29) sobre sua decisão.

O caso - Brunão morreu em 19 de março de 2011. Na ocasião, ele virou alvo de Almeida ao tentar retirá-lo de dentro da casa noturna após uma briga generalizada. Acabou linchado pelo acusado, bacharel em direito e praticante de artes marciais, do lado de fora do local.

O julgamento do hoje confeiteiro aconteceria em dezembro do ano seguinte, mas o assistente de acusação foi ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) adiar o júri pedindo que a condenação inclua as duas qualificadoras do indiciamento por homicídio retirados pela defesa: motivo fútil e falta de chance de defesa da vítima.


Desde então é esperada uma resposta do recurso que corre em Brasília para que haja o tribunal do júri. Caso o recurso da acusação seja negado, Almeida seria julgado por assassinato simples, pegando até 20 anos de prisão e benefícios por ser réu primário. Com as qualificadoras se enquadraria em crime hediondo.


“Não se pode dizer que ele tinha a intenção de matar”, ponderou o advogado do acusado, José Belga Assis Trad.

“Estamos otimistas para termos uma resposta positiva ainda neste ano e retornarmos para que aconteça o júri”, apontou o assistente de acusação e advogado da família, Rodrigo Martins Alcântara.

À espera de uma decisão, Almeira desistiu do sonho do direito para virar confeiteiro especialista em bolos, começar a freqüentar a igreja e participar de atividades beneficentes, como a produção de bolo de casamento do dia de Santo Antônio.


O acusado, contudo, tem de cumprir normas estabelecidas pelo desembargador Manoel Mendes Carli para se manter em liberdade, tais como estar em sua casa até às 22h, não freqüentar locais como casas noturnas e, claro, consumir bebidas alcoólicas.


O promotor do caso, Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos, entrou na última sexta-feira com o pedido de prisão, ocorrido um dia antes. Almeida foi flagrado por familiares de Brunão.


Na última segunda-feira, Santos anexou a seu pedido novos relatos de testemunhas que o procuraram no MPE contando que o réu foi flagrado durante o final de semana em diversas casas noturnas da Capital, de madrugada (o que também é proibido) e bebendo.

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