Com mais de 15 viaturas, polícia fecha quadra e bloqueia acessos ao Camelódromo
Operação Iscariotes cumpre mandados e mira esquema de contrabando e lavagem de dinheiro
Com mais de 15 viaturas posicionadas e acessos totalmente bloqueados, a movimentação no Camelódromo de Campo Grande foi alterada na manhã desta quarta-feira (18). A quadra foi fechada durante uma operação conjunta que cumpre mandados de busca e apreensão em boxes específicos do centro comercial.
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A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou nesta quarta-feira (18) a Operação Iscariotes no Camelódromo de Campo Grande. Com mais de 15 viaturas, as forças de segurança bloquearam todos os acessos ao centro comercial para cumprir mandados de busca e apreensão em boxes específicos. A operação visa desarticular uma organização criminosa suspeita de contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro, com envolvimento de agentes de segurança pública. São cumpridos cerca de 90 mandados judiciais em Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, incluindo bloqueio de bens que somam R$ 40 milhões.
Na rua lateral do Camelódromo, a via Anhanduí foi interditada e ninguém consegue passar. Todas as entradas estão bloqueadas e apenas pessoas autorizadas, ligadas aos boxes alvo da ação, podem acessar o local. Equipes da Receita Federal, Polícia Civil e Polícia Federal atuam na operação, além de viaturas descaracterizadas que também reforçam o cerco, barrando a entrada.
Entre as medidas executadas está a apreensão de celulares. Apesar de a ação atingir pontos específicos, as autoridades não informaram a quantidade de bancas envolvidas. Além disso, uma loja no entorno, a que fica em frente ao centro comercial, foi vistoriada.
A ofensiva faz parte da Operação Iscariotes, deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federal para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar com contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo agentes de segurança pública.
As investigações são conduzidas pela Delegfaz (Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários) em Mato Grosso do Sul e apontam que o grupo atuava na importação ilegal de eletrônicos de alto valor, que entravam no país sem documentação fiscal e sem passar por controle aduaneiro. Após o ingresso irregular, os produtos eram distribuídos principalmente em Campo Grande e também em cidades de Minas Gerais, muitas vezes escondidos em meio a cargas regulares.
Segundo a Polícia Federal, os investigados utilizavam veículos com compartimentos ocultos para transportar as mercadorias e também adotavam estratégias para ocultar a origem do dinheiro obtido com as atividades ilegais, caracterizando lavagem de capitais.
A apuração também aponta a participação de policiais, da ativa e aposentados. Conforme as investigações, eles teriam acessado e repassado informações sigilosas de sistemas policiais e, em alguns casos, atuado diretamente no transporte das cargas ilegais. Durante a investigação, flagrantes confirmaram a participação direta de agentes no esquema.
Na Capital, além do Camelódromo, equipes também cumprem mandados na região do Bairro Universitário e em um condomínio Alphaville.
Por determinação da Justiça Federal, cerca de 90 ordens judiciais são cumpridas em cidades de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, incluindo Dourados, Belo Horizonte, Vespasiano e Montes Claros.
As medidas incluem 31 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva, um monitoramento eletrônico, dois afastamentos de função pública, seis suspensões de porte de arma e bloqueio de bens de 12 pessoas físicas e jurídicas, que somam cerca de R$ 40 milhões.
Entre os bens atingidos estão pelo menos 10 imóveis e 12 veículos, além da suspensão das atividades de seis empresas.
Ao todo, mais de 200 policiais participam da operação, que conta ainda com apoio das corregedorias da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul.
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