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Campo Grande, Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

13/12/2016 12:45

Depois de 5 horas, promotor deixa Seleta e diz que buscas continuam

Crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa, peculato e improbidade são alvos de investigação

Mayara Bueno e Julia Kaifanny
Promotor Marcos Alex Vera de Oliveira ao deixar a Seleta, nesta terça-feira (13). (Foto: Yarima Mecchi)Promotor Marcos Alex Vera de Oliveira ao deixar a Seleta, nesta terça-feira (13). (Foto: Yarima Mecchi)

A Operação Urutau, iniciada esta terça-feira (13) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), investiga a existência de funcionários fantasmas na Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária e Omep (Organização Mundial pela Educação Pré-Escolar) com a Prefeitura de Campo Grande, de acordo com o promotor Marcos Alex Vera de Oliveira.

Após cinco horas de buscas, equipes do Gaeco saíram da Seleta. A investigação mira a prática de improbidade administrativa, peculato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, supostamente praticados pelos presidentes Maria Aparecida Salmaze (Omep) e Gilbraz Marques (Seleta).

Segundo Marcos Alex, um dos promotores que conduz a investigação, foram colhidos diversos documentos, por isso a demora da ação na Seleta. Ele evitou dar detalhes da operação, afirmando que os mandados ainda estão sendo cumpridos e, qualquer antecipação de informação poderá atrapalhar as investigações.

São 14 mandados de busca e apreensão de documento, três prisões temporárias e sete conduções coercitivas, quando a pessoa é levada para prestar depoimento. O MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) não fala quem teria sido preso.

Ao todo, são 36 policiais militares e quatro promotores de Justiça envolvidos na operação, ainda segundo o Ministério Público. Os mandados foram expedidos pelo juiz Mario José Esbalqueiro Junior, quando estava vinculado à 1ª Vara das Execuções Penais de Campo Grande.

Nesta manhã, a ação também fez busca no gabinete da vereadora Magali Picarelli (PSDB), que também foi levada para depor na sede do Gaeco. Além dela, também estão Maria Aparecida, presidente da Omep, e Gilbraz Marques, dirigente da Seleta.

 



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