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Capital

Descrente, morador acredita que nem netos verão solução na Ernesto Geisel

Por Aliny Mary Dias | 02/10/2013 11:20
Erosões começaram a tomar parte da avenida em 2010, segundo relato de moradores (Foto: Cleber Gellio)
Erosões começaram a tomar parte da avenida em 2010, segundo relato de moradores (Foto: Cleber Gellio)

Sem previsão de início das obras de recuperação das erosões que consomem a avenida Ernesto Geisel, os moradores e empresários da região se dizem acostumados com o descaso da via e outros até garantem que nem os netos verão a avenida consertada.

A indignação dos moradores surge diante do revelação feita pelo prefeito Alcides Bernal (PP) ontem (1). Segundo ele, as obras previstas para começar este mês não serão executadas porque as três empresas que participaram da licitação desistiram de realizar o serviço, orçado em R$ 47,4 milhões.

Com os buracos e erosões e sem previsão de solução, a prefeitura reforçou este ano a sinalização dos cinco pontos de interdição parcial ao longo da avenida. Próximo ao supermercado Maxxi Atacadista, no sentido centro bairro, o local é palco frequente de acidentes.

“Toda a semana tem gente batendo o carro nessas manilhas. Eles colocam, a sinalização em cima da erosão e os motoristas não têm tempo para desviar. Colocar placa é fácil, o duro é resolver o problema”, desabafa Hélio de Rocco, proprietário de uma madeireira localizada próxima a uma das erosões.

Acostumado a passar no local todos os dias para ir e voltar ao trabalho, o comerciante Adão Dias de Oliveira, de 55 anos, é descrente quando o assunto é a obra para revitalização da avenida.

“Meus netos ainda vão ver essa avenida desse jeito. Para mim, isso é resultado da falta de vontade do poder público porque essas verbas liberadas se tornam fonte de renda para eles. É uma avenida que liga extremos e tem muito fluxo de veículos o dia todo”, conta.

Comerciante acredita que netos irão ver avenida com buracos e erosões (Foto: Marcos Ermínio)
Comerciante acredita que netos irão ver avenida com buracos e erosões (Foto: Marcos Ermínio)
Empresário vê acidentes diários em frente ao comércio (Foto: Marcos Ermínio)
Empresário vê acidentes diários em frente ao comércio (Foto: Marcos Ermínio)

Conforme o depoimento de quem mora há anos na região, os buracos surgiram há mais de 5 anos, mas a partir de 2010 as erosões chegaram as faixas da esquerda da avenida o que resultou em interdições parciais em vários trechos.

Os locais mais graves estão no sentido centro bairro em frente ao shopping Norte Sul Plaza e no sentido oposto próximo ao Maxxi Atacadista. Além das placas de sinalização, manilhas foram colocadas em alguns trechos para evitar acidentes mais graves.

Para o coordenador do posto de combustíveis localizado no cruzamento da Ernesto Geisel com a Manoel da Costa Lima, Anderson Kenji, de 31 anos, as reclamações dos motoristas são constantes. “Muitos comentam que esse trecho nunca é arrumado e os acidentes nas manilhas são bastante frequentes também”, completa.

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