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Campo Grande, Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

12/04/2018 12:37

Desocupado, prédio histórico espera projeto de hospital há mais de 2 anos

Prédio do Colégio Osvaldo Cruz foi entregue à Santa Casa em outubro de 2015 e precisa de um estudo para ser reestruturado

Bruna Kaspary
Prédio foi entregue em outubro de 2015 à BACG e está abandonado desde então (Fotos: Saul Schramm)Prédio foi entregue em outubro de 2015 à BACG e está abandonado desde então (Fotos: Saul Schramm)

O tradicional prédio que muito tempo abrigou o Colégio Osvaldo Cruz, abandonado há pelo menos dois anos, quando a Prefeitura de Campo Grande devolveu a estrutura para a ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), a Santa Casa, ainda não tem prazo para voltar a funcionar, dessa vez como hospital-escola. Ainda está sendo feito um estudo sobre a estrutura original do prédio, que foi tombado em 1997.

Conforme os comerciantes que estão próximos ao local, quando a instituição funcionava, principalmente sob responsabilidade da Prefeitura, todos passavam por bastante apuros por lá. "Aqui era a última opção dos alunos, vinham para cá aqueles que foram expulsos das outras escolas. Batidas policiais eram constantes aqui", explica o comerciante André Vargas, de 36 anos.

Dono de uma loja de acessórios para celular há quatro anos, ele afirma que desde que o prédio foi desativado, os problemas na região diminuíram muito, principalmente porque desde então há um segurança 24 horas por dia, impedindo que aconteçam invasões.

 

 

Telhas, pintura, janelas e portas terão que ser restauradas para que prédio volte a funcionar.Telhas, pintura, janelas e portas terão que ser restauradas para que prédio volte a funcionar.

A estrutura romântica se torna um tanto bucólica quando entra na escola e percebe que em alguns pontos o piso de madeira está completamente podre. A fiação toda caída pelo chão, que também está tomado pela serragem que cai da madeira velha.

 

Conteúdo de aula de matemática ainda é encontrado na lousa das salas de aula.Conteúdo de aula de matemática ainda é encontrado na lousa das salas de aula.

Nas salas de aulas, ainda era possível encontrar conteúdos deixados pelos professores nas lousas durante a última aula de matemática, há mais de dois anos e meio, trabalhos de artes que foram grudados na parede ainda continuam intactos.

 

Por outro lado, o prédio está sem forro, com a fiação pendurada e parte da construção, que é de madeira, está sendo corroída por cupins. Por baixo dessa estrutura há um porão, onde alguns equipamentos da Santa Casa que já não são mais utilizados ficam guardados.

Do lado de fora da escola, ainda no pátio, o abandono continua evidente, com o mato alto crescendo ao redor da quadra, a pintura toda descascada, além das grades instaladas nas portas das salas de aula, dando um ar de prisão ao prédio abandonado.

De acordo com o Gerente de Ensino, Pesquisa e Educação Continuada da Santa Casa, Amilton Obino de Abreu, será necessária uma recuperação do prédio, que deverá ter as mesmas características de quando foi inaugurado.

Ele afirma que até as janelas da escola, que foram todas trocadas em uma das inúmeras obras, precisarão ser recuperadas. "Hoje está sendo feito um estudo para recuperar tudo isso, e é um processo demorado para descobrir tantos detalhes, por isso que ainda não tem prazo, mas esperamos que até Agosto esse projeto seja entregue".

Assim que as obras forem concluídas, inicialmente serão oferecidos cursos profissionalizantes no prédio. Em seguida, a intensão é que sejam feitos também cursos para formar técnicos de enfermagem, para suprir as necessidades do hospital, segundo Abreu.

"A longo prazo nós queremos implantar aqui até um curso de graduação em medicina, quem sabe", lembra o gerente de ensino. Mas mesmo com tantos planos para a construção, ainda não há um prazo sequer para início das obras de recuperação da estrutura original.

 




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