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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

26/11/2015 17:51

Diretora nega ter rejeitado menino com autismo em escola da Capital

Ricardo Campos Jr.
Diretora afirma que mãe preferiu tirar filho da escola por vontade própria (Foto: Gerson Walber)Diretora afirma que mãe preferiu tirar filho da escola por vontade própria (Foto: Gerson Walber)
Segudo Naína, escola afirmou que não aceitaria rematricular o menino autista em 2016 (Foto: Fernando Antunes)Segudo Naína, escola afirmou que não aceitaria rematricular o menino autista em 2016 (Foto: Fernando Antunes)

A diretora da Escola Paulo Freire, Adelina Maria Avesani Spengler, nega ter rejeitado a matrícula de um aluno autista, filho da administradora Naína Dibo Soares. A pedagoga diz estar chocada com a repercussão negativa que o caso teve, chegando inclusive aos ouvidos do MPE (Ministério Público Estadual). Na versão dela, a mãe decidiu tirar o menino da unidade por conta própria por não aceitar que o garoto fosse retido na pré-escola.

“Há quatro anos viemos trabalhando em parceria com esta mãe, participando de todo o desempenho do menino. Nós ficamos de luto. Você só faz o bem e de repente recebe só pedrada”, questiona a educadora.

Na versão de Adelina, o menino apresenta dificuldades de socialização e não seria bom que ele fosse colocado em uma sala de primeiro ano, mesmo tendo idade suficiente.

“A maior preocupação [com ele] não era o aprendizado, a parte cognitiva, mas a parte de socialização. Dentro da educação infantil é o que você trabalha”, afirma.

Ela também nega a falta de apoio ao menino. “Em setembro a mãe procurou a escola pedindo para colocar uma tutora exclusivamente para ele. A escola prontamente pegou a auxiliar que ele mais gostava e que tinha vínculo afetivo para acompanhá-lo”, conta.

Naína, segundo a diretora, teve reação negativa ao ouvir que o filho dela talvez não estivesse preparado para seguir nos estudos.

“Ela não aceitou e não gostou muito. Eu disse que se ela quisesse ir para um primeiro ano, se fazia questão, quem sabe ela não achasse uma escola em que ele pudesse ter um aprendizado mais significativo, com outra metodologia e menos alunos em sala”, afirma Adelina.

Porém, segundo a gestora, a conversa foi em tom de sugestão, tanto que uma das psicólogas chamou a mãe e explicou que se ela realmente quisesse, a unidade aceitaria matricular o menino na série seqüente ano que vem. “Ela mesma colocou um tampão no ouvido e não quis que o filho estudasse na escola”.

A diretora assume que a funcionária colocada para exclusivamente com o filho de Naína não era especializada em lidar com crianças autistas. “Isso nós explicamos para a mãe. Não tinha como colocar em setembro alguém com formação em inclusão, sendo que a criança não tinha vínculo afetivo nenhum com essa professora”, comenta.

O caso foi parar nas redes sociais e ganhou grande repercussão. Alguns internautas afirmaram em comentários no Facebook que também tiveram filhos com o problema intelectual rejeitados na Escola Paulo Freire, fato que é novamente refutado por Adelina.

“É mentira. São pessoas que estão se fazendo de vítimas. Nós nunca fizemos isso. A escola deve ter feito orientação com coordenação falando que a criança não está apta a seguir em frente. As mães acham que por inclusão vai empurrar a criança para frente”, relata.



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