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Capital

Dos 22 acusados de fraudar vestibular de Medicina, apenas um segue preso

Por Aliny Mary Dias e Viviane Oliveira | 11/11/2013 07:11
Flagrados tentando fraudar vestibular foram levados para a delegacia
Flagrados tentando fraudar vestibular foram levados para a delegacia

Do grupo de 22 pessoas detidas na manhã de ontem (10) tentando fraudar o vestibular de Medicina da Uniderp/Anhanguera, apenas um rapaz continua preso. Segundo o delegado Márcio Custódio, os outros 21 suspeitos pagaram fiança de R$ 2 mil e foram liberados.

As informações divulgadas ontem pela polícia davam conta de que 23 pessoas haviam sido detidas, mas o delegado confirmou na manhã desta segunda-feira (11) que 22 jovens tentaram fraudar o vestibular.

Conforme a polícia, o jovem que continua preso está em busca de juntar o valor da fiança. O caso que foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro deve ser repassado ainda hoje para a Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Deufradações).

Custódio afirmou ainda que durante o depoimento a maioria dos detidos usou do direito de falar apenas em juízo. A idade dos suspeitos vai de 17 a 34 anos e a maior parte não vive em Mato Grosso do Sul. Alguns dos vestibulandos eram de São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais.

“Eles pagavam de R$ 300 a R$ 500 para a quadrilha para adquirir o aparelho auditivo. Depois se houvesse aprovação o valor era maior”, explica o delegado.

Todos os suspeitos flagrados pela coordenação do vestibular irão responder por fraudar vestibular onde a pena pode variar de 1 a 4 anos de detenção.

O caso - Professores e alunos do curso de Medicina da faculdade participaram da fiscalização. Após duas horas de prova, quando as primeiras pessoas começaram a sair, os portões foram fechados o que obrigou todos a passarem pelo exame de otoscopia, que avalia visualmente o canal auditivo externo e do tímpano, teste efetuado com a ajuda de instrumentos específicos, como os usados para detectar doenças auditivas.

De acordo com o coordenador de planejamento de curso, Antônio Carlos Carbonaro Salles, o esquema de fiscalização foi proposto por professores que vêm ao longo dos anos questionando o rendimento dos alunos no curso.

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