Economia com opção à UPA Veterinária será de 50%, estima prefeitura
Contratos com clínicas para atendimento 24 horas vão substituir projeto de unidade própria, por enquanto

O que um tutor faz quando está precisando de atendimento para um cão ou gato que corre risco de morte, mas não tem condições de pagar um veterinário? Em Campo Grande, a única opção é a clínica da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), mas só em horário comercial, com encaminhamento em mãos e serviços limitados disponíveis. Nas noites, madrugadas, finais de semana e feriados não há a quem recorrer.
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Cobrada desde 2023 na Justiça, a abertura de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) veterinária seria a solução para essa "lacuna crítica" que a Prefeitura da Capital já reconheceu num processo movido pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
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Em 21 de julho, foi validado judicialmente um acordo firmado entre as duas partes para que, em vez da UPA, sejam contratadas clínicas particulares que fiquem abertas 24 horas para atender gratuitamente a população de pets. A própria prefeitura foi quem apresentou a proposta como alternativa provisória.
A previsão é que comecem a ser atendidos, ainda no primeiro semestre de 2027, os cães e gatos não só de tutores de baixa renda, mas também de protetores independentes de animais e de ONGs (organizações não governamentais).
Economia - Em nota enviada ao Campo Grande News nesta segunda-feira (10), a assessoria de imprensa da prefeitura afirmou que ainda está calculando qual será o valor gasto com a contratação das clínicas. Serão abertos processos licitatórios para selecioná-las.
O Executivo antecipa que haverá uma economia de 50% em relação à instalação da unidade própria, ainda que seja uma única UPA Veterinária. O cálculo é baseado em comparações com outras cidades.

"A partir dos estudos realizados com base em experiências de outros municípios, a contratação de empresas privadas apresenta potencial de redução de pelo menos 50% dos custos em comparação à construção e manutenção de uma estrutura própria. Ainda não há, contudo, estimativa final de custo para a contratação", escreveu.
A assessoria informou também que não estão definidos os números de clínicas que serão contratadas nem os bairros que serão contemplados. "A prefeitura realiza estudos técnicos e comerciais para definir o modelo de contratação mais adequado, que poderá ocorrer por meio de credenciamento, chamamento ou pregão", finalizou na nota.
Quase R$ 100 milhões - A UPA Veterinária de Campo Grande é um projeto lançado em 2012 pelo então prefeito e atual senador Nelson Trad Filho, o Nelsinho Trad (PSD). Na época, o caso do cão Scooby, preso a uma moto e arrastado por 4 quilômetros pelo Bairro Aero Rancho, gerou comoção e mostrou que essa demanda era urgente na Capital.
A previsão era entregar a obra no fim daquele ano, mas Trad deixou o cargo ainda em 2012. O projeto passou por várias discussões nas gestões seguintes, inclusive para que fosse construído em anexo ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses).
O ex-prefeito e então vereador Marcos Trad Filho, o Marquinhos Trad (PV), chegou a cogitar o empréstimo de R$ 95 milhões e o investimento de R$ 700 mil em recursos municipais num prédio, mas o projeto também não saiu do papel.
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