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Capital

Em 12 dias, morte de técnica de enfermagem foi a 2ª no mesmo trecho de avenida

Dia 9 um motociclista morreu depois de colidir em poste ao tentar ultrapassar caminhão pela direita

Por Ana Oshiro e Bruna Marques | 22/02/2021 09:57

Três acidentes foram registrados em 21 dias no trecho da Avenida Doutor Nasri Siufi, onde a técnica de enfermagem Thais do Nascimento Leite, de 33 anos, morreu na noite deste domingo (21), dois deles com morte.

Thaís estava em alta velocidade quando perdeu o controle da direção do veículo, bateu em uma árvore, desceu o barranco a beira da avenida e foi arremessada para fora do carro, um Chevrolet Corsa prata.

Menos de duas semanas atrás, no dia 9 de fevereiro, o motociclista Igor Macedo de Oliveira, 24 anos, morreu dentro da ambulância do Corpo de Bombeiros após bater em poste quando tentou ultrapassar um caminhão pela direita, no mesmo trecho do acidente de Thais.

Nas imagens acima é possível ver quando o caminhão passa e logo atrás vem a moto de Igor, o acidente foi alguns metros para frente, fora da cobertura da câmera de segurança. Dias depois, no dia 12, a câmera também registrou o atropelamento de um ciclista, dessa vez no sentido bairro-centro.

Moto de Igor ficou na rua após bater em poste (Foto: Arquivo/Marcos Maluf)
Moto de Igor ficou na rua após bater em poste (Foto: Arquivo/Marcos Maluf)

Pelas imagens, gravadas por circuito interno de uma empresa, é possível ver o ciclista pedalando pela avenida, ele acaba indo para o meio da pista e é atropelado por um carro. Para Edson Silva, de 34 anos, dono da empresa, os acidentes são comuns.

"Aqui nesse pedaço nosso falta um redutor de velocidade, um quebra molas talvez. O pessoal anda mais de 150 km. Na semana passada um carro atropelou um ciclista, na retrasada um cara morreu depois que bateu a cabeça em um poste e ontem, essa moça que bateu na árvore. Já pedimos um quebra molas tem mais de 6 meses e nunca colocaram", comentou o empresário.

A reportagem do Campo Grande News foi ao local e constatou que aproximadamente 1,5 km da avenida não possui qualquer tipo de redutor de velocidade. No cruzamento da Avenida Doutor Nasri Siufi com a Rua Conde de Boa Vista, no bairro Jardim Batistão, sentido centro-bairro, existe um quebra-molas e um semáforo.

Thaís foi segunda vítima fatal na avenida em 12 dias (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Thaís foi segunda vítima fatal na avenida em 12 dias (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Cerca de 1 km a frente foi onde Thaís perdeu o controle do carro e bateu em uma árvore, mais de duzentos metros depois do local do acidente, na esquina com a Rua Pará, tem um outro sinaleiro, e depois disso, segundo um morador da região, a próxima sinalização é só no bairro Coophavilla.

"Falta sinalização e respeito das pessoas. Esses dias a rua estava feia e os acidentes aconteciam quando o pessoal desviava de buracos, agora que recapearam é por alta velocidade. Essa avenida inteira é perigosa. O próximo sinal é muito longe daqui e o fluxo de veículos está crescendo, por causa dos bairros que estão surgindo aqui pra esses lados", disse o frentista Rodrigo Júnior, de 30 anos, que trabalha na região há 4 anos.

Outro trabalhador da região também disse que, na maioria das vezes, os acidentes acontecem por desrespeito às leis de trânsito. "Complicado aqui, praticamente todo mês é de 2 a 3 acidentes, por imprudência dos condutores. O pessoal corre muito e ultrapassa pela direita. O ideal seria colocar um radar, talvez evitaria um pouco dos acidentes, mas não adianta só sinalização se as pessoas não tiverem consciência", disse Bruno Santos Oliveira, borracheiro de 25 anos.

Marcas de acidente que Thais morreu ainda estão na pista (Foto: Bruna Marques)
Marcas de acidente que Thais morreu ainda estão na pista (Foto: Bruna Marques)


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