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Saúde e Bem-Estar

Foco é mulher da Capital, mas mutirão também atrai homem e morador do interior

Ele ocorre somente hoje (7), na sede do projeto social Casa Rosa, para prevenir o câncer

Por Cassia Modena e Clara Farias | 07/03/2026 11:02
Foco é mulher da Capital, mas mutirão também atrai homem e morador do interior
Espera de pacientes e acompanhantes no mutirão da Casa Rosa (Foto: Juliano Almeida)

Desde as 7h deste sábado (7), a sede do projeto social Casa Rosa, no Bairro Jardim Tijuca, em Campo Grande, recebe pacientes para um mutirão de atendimentos gratuitos preventivos ao câncer. O foco é nas mulheres, mas os homens também estão comparecendo.

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O projeto social Casa Rosa, localizado no Bairro Jardim Tijuca em Campo Grande, realizou um mutirão gratuito de atendimentos preventivos ao câncer neste sábado (7). Embora focado em mulheres, a ação também atendeu homens e moradores do interior do estado. Os pacientes passam por consulta médica e, em casos suspeitos, são encaminhados para exames na Santa Casa. Segundo o médico mastologista Vitor Rocha, responsável pelo projeto, dos cinco diagnósticos recentes de câncer de mama, quatro foram descobertos em ações da Casa Rosa, demonstrando a eficácia do programa na detecção precoce da doença.

A ação termina às 12h e é realizada em alusão ao Dia Internacional da Mulher, que é amanhã (8). Os pacientes pegam uma ficha e passam por uma consulta com médico. Se houver alguma suspeita, já são encaminhados para fazer exames na Santa Casa.

Mulheres do interior do Estado também estão participando. É o caso da produtora rural de Jaraguari, Renata Cristaldo, 48 anos. Ela tem nódulo benigno na mama direita e está atenta aos casos de câncer na família. Perdeu uma tia para a doença, inclusive.

Foco é mulher da Capital, mas mutirão também atrai homem e morador do interior
Mulher sendo atendida nesta manhã, na sede do projeto (Foto: Juliano Almeida)

"Eu já fazia acompanhamento aqui em Campo Grande com o médico responsável pela Casa Rosa, mas houve uma mudança no meu prontuário e não consegui voltar. Aproveitei o mutirão para voltar a ser paciente dele", conta.

A produtora está consciente da importância da prevenção. “Minha tia morreu no ano passado por conta do câncer de mama. É muito importante ter o diagnóstico precoce para lutar contra isso e realizar o acompanhamento”, finaliza.

Relaxado, não - Um dos homens que aguardava atendimento nesta manhã era Cleidionor Jesus da Costa, 69 anos. “É muito importante que nós, homens, estejamos atentos à saúde. Não adianta ser relaxado”, falou.

Foco é mulher da Capital, mas mutirão também atrai homem e morador do interior
Cleidionor fala que homem não pode ser "relaxado" (Foto: Juliano Almeida)

Cleidionor estava junto da esposa, a dona de casa Regina Figueira da Silva, 47 anos. O casal mora no Bairro Tijuca há pouco tempo. Passaram em frente à Casa Rosa nesta semana e ficaram sabendo do mutirão.

“Descobri que eles atendem mulheres e homens para prevenir o câncer, ai falei para o meu marido e trouxe comigo, porque ele ainda não tinha feito nenhum exame", contou.

Como funciona - O médico mastologista Vitor Rocha é o responsável pela Casa Rosa. Ele também cumpre o mandato de vereador na Câmara Municipal de Campo Grande.

Rocha reforça que os homens são bem-vindos, assim como pacientes do interior do Estado que tenham condições de vir à Capital. Ele destaca alguns resultados: "de cinco diagnósticos de câncer de mama que fizemos recentemente, um foi da Regulação Municipal e outros quatro foram descobertos em ações como essa aqui da Casa Rosa".

Foco é mulher da Capital, mas mutirão também atrai homem e morador do interior
Vitor Rocha é médico mastologista e responsável pela Casa Rosa (Foto: Juliano Almeida)

Rocha garante agilidade. "Se a gente tiver uma paciente com nódulo, suspeita de câncer, ela sai daqui com a biópsia agendada para a segunda-feira (9), e em uma semana ela tem o resultado se é benigno ou não. Se for um caso de câncer, a gente vai solicitar todos os exames e a partir dele indicamos o tratamento", detalha.

Prevenção - O mastologista cita sinais para a mulher ficar atenta. "Sentir um nódulo na mama, alteração da pele, aumento do volume da mama, saída de secreção pelo mamilo“, diz.

Segundo o médico, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda para o diagnóstico precoce um autoexame mensal, um exame clínico uma vez por ano e uma mamografia anual a partir dos 40 anos. "Com o diagnóstico, a chance de cura é maior de 95%", conclui.

Foco é mulher da Capital, mas mutirão também atrai homem e morador do interior
Local preparado na temática ao dia da mulher (Foto: Juliano Almeida)


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