Em despedida, filho lembra fé e afeto de subtenente assassinada por namorado
Texto nas redes cita saudade, homenagens e convida para velório
O advogado Marcus Rodrigues publicou nesta terça-feira (7), nas redes sociais, uma despedida à mãe, a subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, morta a tiros dentro de casa na segunda-feira (6), no Conjunto Habitacional Estrela Dalva, em Campo Grande. No texto, ele relembra momentos da convivência, destaca a fé da família e convida amigos e conhecidos para o velório.
RESUMO
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O advogado Marcus Rodrigues publicou uma homenagem nas redes sociais à mãe, a subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, morta a tiros dentro de casa em Campo Grande. O namorado dela, Gilberto Jarson, de 50 anos, foi preso em flagrante e é suspeito de feminicídio, nono caso registrado em Mato Grosso do Sul neste ano. Vizinhos relataram que o casal discutia com frequência.
“É até difícil definir qualquer legenda. Acho que nunca estamos de fato preparados pra ver partir alguém que nos deu a luz”, escreveu. O filho afirma que acompanhou as homenagens à mãe e diz que a presença dela marcou muitas pessoas. “Pude ver tantas e tantas homenagens e palavras de carinho”, relatou.
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Marcus resgata uma lembrança do casamento. Conta que, em um momento reservado com os padrinhos, Marlene apareceu de surpresa e disse: “Vim ver meu filho”. “Minha mãe sendo minha mãe”, completou. Ele afirma que guarda com carinho a memória de ter sido levado ao altar por ela.

A religiosidade aparece como parte central da despedida. Segundo o advogado, a subtenente foi a primeira da família a seguir a fé cristã e influenciou o caminho dele. “Tenho a total convicção de que agora ela se encontra junto ao Pai, em um lugar sem dores, sem choro, sem tristeza”, escreveu.
No texto, ele descreve a ausência deixada pela mãe. “O que fica é a saudade, da presença, da risada, da voz alta quando cantava, das orações nos almoços de domingo”, publicou. Também agradece pelo apoio ao longo da vida. “Obrigado por ser meu porto seguro por tanto tempo. Sempre a amarei”, declarou.
Ao final, Marcus convida para a despedida. “Pra quem quiser prestar sua última homenagem, saiba que é muito bem-vindo”, escreveu.

Caso - A subtenente Marlene de Brito Rodrigues foi morta a tiros dentro da própria casa, na tarde de segunda-feira (6), quando retornava para o horário de almoço. O namorado, Gilberto Jarson, de 50 anos, foi preso em flagrante e é suspeito de feminicídio.
Policial que entrou na residência após ouvir o disparo encontrou o suspeito ao telefone, com a arma em mãos e manchas de sangue. O registro aponta que ele fez ligações para a Polícia Militar, para o cunhado e para um advogado logo após o tiro.
Marlene chegou a ser encontrada com sinais vitais, mas não resistiu aos ferimentos. No local, equipes localizaram um revólver calibre .38 e a pistola institucional da subtenente, que estava no coldre.
Durante o atendimento, o suspeito apresentou versões diferentes sobre o ocorrido. Em um primeiro momento, afirmou que não viu quando a subtenente teria efetuado o disparo. Depois, disse que tentou impedir o tiro e que poderia haver resquícios de pólvora nas mãos.
Vizinhos relataram que o casal discutia com frequência e que já haviam ouvido gritos e pedidos de socorro em outras ocasiões. O caso é investigado como feminicídio e é o nono registrado em Mato Grosso do Sul neste ano.


