Mutirão reúne filas por cabelo, verduras e sonho da casa própria
Ação no Tarumã ofereceu serviços gratuitos e atraiu moradores em busca de ajuda e economia
Com os dois filhos na fila para cortar o cabelo, Adriana Dias de Lima, de 48 anos, aproveitou os minutos de espera para entrar na fila da inscrição para moradia da Emha (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande). Moradora de aluguel no Jardim Tarumã, em Campo Grande, ela viu no mutirão “Todos em Ação” a chance de resolver, no mesmo lugar, necessidades que o orçamento apertado tem adiado há meses.
RESUMO
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Mãe solo de dois meninos, de 8 e 11 anos, Adriana conta que vive com o auxílio do Bolsa Família e com pequenos trabalhos informais, como faxinas e venda de bolo gelado. Levar os filhos ao barbeiro, segundo ela, pesa nas contas da casa.
“Eu levo sempre quando surge uma oportunidade, quando sobra alguma coisa. Mas às vezes demora, né? Porque é custo de vida. Está tudo muito caro: água, luz, comida. Às vezes não sobra para o corte de cabelo”, relata.
Ela calcula que o corte custa, em média, R$ 45 para cada criança. “São dois, então fica bem pesado. Eu sou sozinha, tenho que correr atrás de tudo”, diz.
Com as contas apertadas, Adriana sonha em sair do aluguel e conquistar uma casa própria para viver com os meninos.
Os filhos de Adriana estudam justamente na Escola Municipal Professora Gonçalina Faustina de Oliveira, onde a prefeitura realizou a ação. Nesta edição, são oferecidos 300 serviços gratuitos nas áreas de saúde, assistência social, cidadania, lazer e sustentabilidade. Foram disponibilizados atendimentos de vacinação, consultas médicas, exames, atualização do CadÚnico (Cadastro Único), orientações jurídicas, serviços do Procon, recreação infantil, distribuição de mudas, cortes de cabelo e atendimentos veterinários.
Em meio a crianças brincando, moradores em busca de documentos e famílias carregando sacolas de verduras, Maria Severino, de 67 anos, cortava o cabelo pela primeira vez em um atendimento de salão. Para ela, a iniciativa é importante para ajudar quem não tem condições.
“Eu nunca fui ao salão, nunca consegui. Sempre faço em casa mesmo. É difícil, é meio caro. Não dá para ficar indo”, conta.
Além dos cortes gratuitos, a distribuição de verduras também atraiu dezenas de moradores. Foi o caso de Ramona Matoso Almeida, de 56 anos, que saiu de casa após saber da ação pelos vizinhos. Na fila para pegar verduras, ela segurava também uma muda de planta distribuída no local.
“As coisas estão tão caras hoje em dia, tudo tão difícil. A gente tem que aproveitar quando aparece”, comenta.
Ivonete Vicente da Cruz Silva aproveitou o mutirão para tentar resolver mais de uma necessidade. “Eu vim fazer identidade, agora estou tentando pegar uma sacola de verduras. Quero conseguir, já me ajudaria bastante”, diz.
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