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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

30/11/2015 22:48

Em escola municipal do Guanandi, chá de cidreira e bolacha, cardápio da merenda

Flávio Paes

Professores, sob a garantia de que terão seus nomes preservados para evitar retaliações, estão denunciando ao Campo Grande New, via Whats Apps, que 90 dias após sua volta ao cargo, o prefeito Alcides Bernal não conseguiu normalizar o fornecimento de ingredientes básicos para a preparação da merenda escolas dos 100 mil alunos que hoje estudam na rede municipal de ensino.

Na Escola Municipal Plinio Mendes dos Santos, situada no Bairro Guanandi, aos alunos está sendo oferecido como lanche, chá de erva-cidreira, colhida no pátio da própria e bolacha comprada pela diretora. Há 20 dias, segundo relato de uma professora, indignada com a situação, as crianças só estão comendo arroz e feijão e farinha de milho. Na semana passada, não havia nem arroz, o cardápio ficou restrito a feijão com farinha. Leite, frutas ou verduras, simplesmente desapareceram do cardápio.

O mesmo relato é feito por outra professora que dá aula em duas escolas: a Nagib Rasslan, no Jardim Petropolis e na Eulalia Neto Lessa, vizinha a Centro de Educação Infantil Lafayete Câmara , no Santa Carmélia, onde também há problemas com a falta de produtos para compor merenda.

Além de falta de material didático ("sequer há papel sufite para impressão dos trabalhos), desde julho o cardápio ficou restrito. Há dias em que as crianças (são 800 alunos aproximadamente) comem arroz branco, no outro, arroz com cenoura, e no terceiro, novamente arroz, desta vez com tomate.

A direção da escola tem pedido aos funcionários doações e levanta recursos com promoções. Foi feita uma pastelada que garantiu a compra de frango utilizado alguns dias. O feijão doado  à Prefeitura pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e entregue na escola, foi jogado fora, porque não havia como consumi-lo.

Há um dois meses o prefeito Alcides Bernal chegou a reunir os fornecedores e anunciou que o abastecimento da merenda estava normalizado. O problema é que como a Prefeitura tem uma dívida acumula de R$ 5 milhões com estas empresas e decretou moratória, nenhuma se dispõe a restabelecer a entrega dos produtos. O município anual de R$ 16 milhões para merenda, sendo R$ 10 milhões de verba federal, complementada com R$ 6 milhões de recurso próprio.



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