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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

27/03/2013 18:19

Em um ano, fuga no semiaberto passou de 65% para 9%, diz diretor

Nadyenka Castro e Viviane Oliveira
Presos trabalham na oficina de cadeiras. (Foto: Marcos Ermínio)Presos trabalham na oficina de cadeiras. (Foto: Marcos Ermínio)
Juízes e Agepen inspecionam Centro Penal Agroindustrial. (Foto: Marcos Ermínio)Juízes e Agepen inspecionam Centro Penal Agroindustrial. (Foto: Marcos Ermínio)

A fama foi de local de baderna, sem cumprimento da função social. Mas, segundo juízes e a direção, o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande, passou a ser exemplo para o País de regime semiaberto e tem reduzido o índice de evasão de internos.

Juízes e Agepen (Agência Estadual de Administração Penitenciária) inspecionaram o presídio nesta quarta-feira, um dia após o local ser vistoriado por representantes da ONU (Organização das Nações Unidas).

O juiz Albino Coimbra Neto, integrante da Coordenadoria das Varas de Execução Penal, explicou que a ONU foi ao presídio devido ao estado do antigo presídio de regime semiaberto, na saída para Aquidauana. Segundo ele, o local “era um caos” e agora, com mudança de endereço e administração, está “totalmente diferente”.

“As pessoas acham que semiaberto é sinônimo de impunidade, mas, na verdade não é, se o trabalho for feito como deve ser realizado”, declarou o magistrado. “A Gameleira é um dos modelos para o País”, ressaltou Albino Coimbra, lembrando que o local é vistoriado mensalmente e que a de março, ocorreu por coincidência um dia após a da ONU.

Participaram também da inspeção o juiz Tiago Tanaka, o diretor-presidente da Agepen, coronel da PM (Polícia Militar) Deusdete de Oliveira e o diretor da Gameleira, Tarley Cândido Barbosa.

Rotina – No regime semiaberto, os detentos que trabalham podem sair para o serviço durante o dia e devem voltar ao fim do expediente e dormir no presídio. Alguns internos prestam serviço na própria unidade penal.

Na Gameleira há 650 detentos e a capacidade é para mil. São quatro pavilhões, sendo dois em cada lado do prédio.

Um pavilhão ficam os presos que trabalham fora do presídio (230) , em outros dois aqueles que laboram na unidade (230) e no terceiro, detentos que chegaram na unidade recentemente e precisam ficar 30 dias na triagem.

Evasão – De acordo com o diretor da Gameleira, Tarley Cardoso, o trabalho dos presos ajuda a reduzir a fuga. Em um ano, caiu de 65% para 9%.

Trabalho – Conforme o diretor-presidente da Agepen, 68 empresas são credenciadas para empregar os internos e dentro do presídio há nove oficinas, duas hortas e duas lavouras (mandioca e melancia). Os alimentos são utilizados para alimentação deles, de funcionários e internos de outros presídios.

Na fábrica de blocos de cimentos trabalham 12 detentos e a produção é de 4 a 5 mil pisos. Na oficina de armação de ferragens para construção são 35 presos.

Os sentenciados recebem salário de mercado, sendo que 10% fica com o presídio para ser utilizado em melhorias para a unidade.

Um exemplo é a construção da sala de reunião, utilizada no trabalho de psicólogos com presos dependentes de drogas.

Exemplo – O tapeceiro Cláudio Pereira Avelino, 38 anos, foi condenado por tráfico de drogas. Ficou um ano e 10 meses no regime fechado e há sete meses está na Gameleira.

O serviço dele é ensinar a função de tapeceiro para outros presos e diz que, quando voltar para casa, pretende continuar com a profissão e “ter vida nova”. Ele concluiu o ensino médio na cadeia e diz que a ressocialização depende de cada um. “A casa é boa. Só que o mérito é de cada um”.

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Só pra inglês ver, a realidade é outra...kkkkkkkkkk
 
João da Silva Honório em 28/03/2013 14:21:58
concordo com o mateus ,em numero genero e grau.Só um idiota nao percebe que isso é vistoria de araque ,só pra impressionar o pessoal da ONU e parte da imprensa.E pra passar a imagem de bonzinhos .é noticia maquiada,mentirosa ,pois basta ver o indice de reincidencia.,é enorme e alarmante !
 
altamir batista de amorim em 28/03/2013 09:52:37
A FUGA REDUZIU PARA 9 % E SUBIU PRA QUANTOS POR CENTO OS CRIMES, PORQUE DIZEM QUE SAEM DA GAMELEIRA PRA TRABALHAR? ( ou seja continuar sua atividade laboral principal) CONTINUAR ROUBANDO OU TRAFICANDO, PORQUE QUANDO SAI ALGUM ASSALTO NO NOTICIÁRIO, DIZEM QUE QUEM PRATICOU FOI DO SEMI ABERTO DA GAMELEIRA, se não concorda comigo é soa ver nos noticiários diários, inclusive nas MATERIAS DO CAMPO GRANDE NEWS
 
MATEUS COSTA em 27/03/2013 19:44:48
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