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Capital

“Emocionada", diz professora em dia de vacina e de esperança de volta às aulas

A procura por vacinas no drive-thru nesta sexta-feira ainda era pequena pela manhã

Por Mariana Rodrigues e Alana Portela | 30/04/2021 09:34
Kátia Aparecida Santos, 57 anos, é professora há mais de 30 anos e classifica a vacinação para os professores como uma vitória. (Foto: Paulo Francis).
Kátia Aparecida Santos, 57 anos, é professora há mais de 30 anos e classifica a vacinação para os professores como uma vitória. (Foto: Paulo Francis).

Professora há mais de 30 anos, Kátia Aparecida Santos, 57 anos, não conseguia esconder a felicidade em tomar a primeira da vacina contra covid-19 nesta sexta-feira (30), no drive-thru do Parque Ayrton Senna, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. Ela classifica a vacina como uma vitória para os professores.

Ela conta que agora consegue se sentir mais segura para voltar às aulas presenciais, já que onde trabalha eles aderiram ao ensino híbrido. “Ano passado tivemos casos de alunos infectados, paramos as aulas presenciais e retornamos o ensino híbrido em março”, diz.

Mas o sistema para ela não é o ideal. “É uma vitória para os professores porque a educação sem professores em sala não dá certo. Os pais podem até se esforçar, mas não tem didática para ensinar”.

Pcocura pela vacina ainda era pequena na manhã desta sexta-feira (30) no drive-thru do Parque Ayrton Sena. (Foto: Paulo Francis).
Pcocura pela vacina ainda era pequena na manhã desta sexta-feira (30) no drive-thru do Parque Ayrton Sena. (Foto: Paulo Francis).

O público de hoje abrange categorias mais específicas, de profissionais da educação e da Assistência Social, de 57 e 58 anos, além de trabalhadores de transporte e da limpeza a partir de 18. Por isso, a procura ainda é baixa tanto nos drive-trhus, quanto no Guanandizão, por onde a reportagem passou.

Ponto de vacinação que geralmente tem filas enormes, no Parque Ayrton Sena a fila é tímida e apenas 100 pessoas passaram por lá nas duas primeiras horas de abertura, das 7h às 9h.

Joel José, 59 anos, agente de patrimônio público de um EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil), localizado no Jardim Uirapuru, afirma que estava ansioso pela vacina, pois precisava se prevenir e também não transmitir.

“O vírus não tem idade é importante tomar essa vacina, trabalho com crianças que são levadas pelos pais [para a escola] e minha preocupação não é só em não pegar, mas também em não transmitir”, conta.

Joel José, 59 anos, trabalha em uma escola municipal e afirma que estava ansioso para tomar a vacina. (Foto: Paulo Francis).
Joel José, 59 anos, trabalha em uma escola municipal e afirma que estava ansioso para tomar a vacina. (Foto: Paulo Francis).

Joel lembra que apesar das aulas não serem presenciais, os professores e funcionários não pararam. “Os professores vão até a escola para fazer o planejamento, não tem aulas presenciais, mas nós não paramos”.

Quem também foi até o drive garantir a primeira dose foi Everaldo Decursio, 43 anos, funcionário da Solurb . “Estava ansioso pela vacina, trabalho com um público muito grande de pessoas”, ele que mora no bairro Nova Lima, foi primeiro até a empresa que o liberou para se vacinar. “Agora vou voltar com tranquilidade para trabalhar”.

No drive do Parque Ayrton Sena são disponibilizadas 1.800 doses das Astrazeneca . A vacinação vai até às 17h e serão imunizados com a primeira dose da vacina professores de 57 e 58 anos, completos.

Também entram nessa etapa servidores da assistência social com 57 e 58 anos completos. Outra categoria inserida é a de trabalhadores do transporte coletivo urbano de passageiros e os da limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Nesses 2 casos, como o grupo é menor, a imunização será geral, para maiores de 18 anos. Em todos esses casos é necessária a comprovação de que trabalha em uma dessas áreas.

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