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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

18/12/2012 15:12

Empresa afirma que catadores vão ser organizados para separar lixo

Superintendente da empresa responsável pelo lixo diz que depende dos catadores para iniciar os trabalhos

Nadyenka Castro e Mariana Lopes
Élcio Terra, superintendente da CG Solurb. (Foto: Luciano Muta)Élcio Terra, superintendente da CG Solurb. (Foto: Luciano Muta)

Superintendente da CG Solurb, responsável pela coleta do lixo em Campo Grande, Élcio Terra disse que agora os catadores serão organizados para iniciar o trabalho na usina de reciclagem, na parte de separação do lixo.

Os catadores que o superintendente se refere atuavam no lixão do bairro Dom Antônio Barbosa, que foi fechado na manhã desta terça-feira após 28 anos em funcionamento. Proibidos de entrar no local, eles tentaram impedir a entrada de caminhões da CG Solurb e houve confronto com a PM (Polícia Militar), que usou bombas de efeito moral e balas de borracha.

Élcio explicou que, apesar da usina não estar 100% concluída, a parte onde os catadores irão atuar está pronta e a organização para início dos trabalhos começa nesta tarde e a previsão é que esteja tudo encaminhado em dois dias. “Vai depender deles”, disse Élcio, referindo-se aos catadores.

A organização que o superintendente fala é o cadastramento, distribuição de uniformes e divisão de responsabilidades. Questionado porque o lixão foi fechado agora e o porque dessa organização não ter sido feita em três meses, Élcio declarou que os catadores não conseguiram se organizar e que fechar em outra data “só ia ficar adiando o problema”.

De acordo com Élcio, na usina, os catadores irão trabalhar em regime de cooperativa e eles é que irão decidir para quem irão vender o material que separarem. A CG Solurb sugere que os compradores também se organizem em cooperativas. “Nós só auxiliamos, quem decide são eles”, disse.

Segundo Élcio Terra, já há 90 catadores de materiais recicláveis cadastrados para atuar na usina.

Lixão – O lixo recolhido em Campo Grande já é despejado no novo aterro sanitário, que fica ao lado do fechado nesta terça-feira. Neste, conforme Élcio, vai haver “remediação ambiental”.

Ele explicou que será feita conformação de toda a área de lixo, cobertura com arenito para impermeabilizar o solo e cobrir com grana, drenagem periférica e todo o chorume será destinado a uma estação de tratamento. Todo o processo deve levar pelo menos um ano.



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