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Capital

Deputados deixam última sessão do ano para ver de perto confusão no lixão

Pedro Kemp e Cabo Almi, foram ao Dom Antônio Barbosa. O primeiro disse que impedir os catadores de entrar no local nesta época do ano é “irresponsabilidade”

Nadyenka Castro, Paula Vitorino e Paula Maciulevicius | 18/12/2012 13:58
Cabo Almi, de camisa clara, e Pedro Kemp, de terno, foram ao lixão nesta manhã. (Foto: Rodrigo Pazinato)
Cabo Almi, de camisa clara, e Pedro Kemp, de terno, foram ao lixão nesta manhã. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Os deputados estaduais Pedro Kemp e Cabo Almi (PT) deixaram a última sessão deste ano e foram ver de perto a confusão entre a PM (Polícia Militar) e catadores de material reciclável, no lixão de Campo Grande, que fica no bairro Dom Antônio Barbosa.

Antes de sair da Casa, os dois parlamentares foram à tribuna e cobraram providências da Assembleia Legislativa. Kemp considerou irresponsabilidade impedir a entrada dos trabalhadores no espaço nesta época do ano, em que produção de lixo é maior devido às festas.

Pedro Kemp pediu que a Assembleia intervisse junto à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública para acabar com “a forma agressiva que estavam tratando os catadores”. O parlamentar complementou. “Eles vão ficar sem trabalho às vésperas do Natal. Eu considero irresponsabilidade da Prefeitura ao apagar das luzes da administração”.
O deputado concorda com o fechamento do lixão, mas fala que isto deveria ter ocorrido “há muito tempo”. “Tem que desativar, criar o aterro. Mas isso foi feito às pressas. A principal preocupação deveria ser a assistência às famílias e isso não foi feito”.

Cabo Almi, que é presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa apoiou o discurso do colega e em seguida os dois foram para o lixão.

No local, Kemp disse que cabe aos deputados “denunciar e exigir da prefeitura um plano ou projeto para atender às famílias”. Ele conversou com catadores e declarou que é preciso uma solução para os trabalhadores. “A prefeitura precisa dar uma solução, porque eles sobrevivem disso aqui”.

Também foi ao lixão a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul, Keli Cristina de Lima Garcia.

Ela declarou que está acompanhando a situação desde a primeira reunião entre catadores e Prefeitura e a intenção é saber de onde saiu a ordem para a ação da PM nesta terça-feira. “Queremos saber de onde partiu a ordem, porque houve força extremada”.

Ela falou ainda que não existe ordem para fechar o local e que há Ação Civil Pública em tramitação que pede o não fechamento até a usina de separação ficar pronta e também indenização aos catadores por dia sem trabalhar.

O lixão de Campo Grande amanheceu fechado após 28 anos em funcionamento. Catadores de material reciclável que atuavam no local foram proibidos de entrar e tentaram impedir que caminhões da CG Solurb entrasse para despejar lixo recolhido.

A PM foi chamada e, na confusão, atirou com balas de borracha e utilizou bombas de efeito moral. Militares em cavalos investiam contra os catadores. Quatro pessoas foram presas e outras ficaram feridas.

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