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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

25/05/2014 08:10

Empresa põe a venda por R$ 2 milhões área que inclui rua na Capital

Filipe Prado
A casa fica no meio da Rua Manoel Laburu e está sendo vendida (Foto: Marcelo Victor)A casa fica no meio da Rua Manoel Laburu e está sendo vendida (Foto: Marcelo Victor)

Uma área e uma casa que ficam no meio de área pública, onde deveria ser a Rua Manoel Laburu, no Bairro Manoel Taveira, estão sendo vendida por R$ 2,090 milhões. A família que mora no local desde 1993 e recebeu a casa de  empresa falida, não sabe para onde ir e como ficará após a venda.

A doméstica Lídia Batista de Souza, 59 anos, mudou-se para o local, ao lado da antiga transportadora Transantos. O marido, ainda vivo, era um dos funcionários que moravam nas residências cedidas pela empresa. Alguns anos depois, a empresa faliu e deixou que os moradores continuassem nas casas.

Hoje, ela completa 21 anos morando na casa, junto com quatro filhos, três netos e uma nora. O que mais preocupa a família é o local onde as casas foram construídas, no meio da rua.

“Fico preocupada. Não sei se vão abrir uma rua aqui ou se aqui é uma área particular, pois colocaram uma placa de vende-se aqui”, indagou a doméstica.

Na rua foram construídas mais três casas. Duas estão ocupadas pelos filhos de Lídia e a outra acabou sendo demolida. Sem dinheiro para pagar aluguel, Lídia não sabe o que fazer, caso a ordem de desocupação de área pública, emitida em 2013, seja cumprida. “Desde 1994 eu já fiz minha inscrição da Emha (Agência Municipal de Habitação), mas até hoje nunca consegui, mesmo com tanta casa popular pronta”, disse.

“Eu sei que é muita burocracia para conseguir uma casa, mas só com um salário mínimo eu não consigo pagar o aluguel, que deve estar em torno dos R$ 450”, completou.

Já a filha de Lídia, a estudante Mariuza de Souza Rabelo, 28, conseguiu construir uma casa, por financiamento, mas sem o Habite-se da prefeitura, ela ainda não conseguiu se mudar. “Era para ter sido entregue quinta-feira, mas até agora a não liberaram”, contou.

A placa foi colocada em frente à casa (Foto: Marcelo Victor)A placa foi colocada em frente à casa (Foto: Marcelo Victor)

A placa de venda foi colocada na semana passada e, de acordo com Mariuza, eles não sabem quem colocou o aviso. “Vieram aqui e colocaram, ainda disseram que aqui não será mais rua. Eu imagino que seja algum corretor do dono da empresa”, disse.

O design gráfico, 35, filho de Lídia, que não quis se identificar, foi pré-selecionado para ganhar uma casa da Emha. Ele disse que já entregaram os documentos e agora esperam a casa. “Nós estamos com esperança, não vamos desanimar”.

Mas Lídia, que ainda não tem para onde ir, fica preocupada com a ordem de desocupação. “Toda vez que vejo uma patrola por aqui, já fico com medo”, afirmou.

De acordo com a empresa VCP Consultoria e Perícia, responsável pela massa falida da empresa Transantos, as casas não fazem parte da venda do imóvel, que só inclui o terreno de 4.320 m². O depósito, localizado atrás das casas, também não fazem parte.

Mesmo com a placa colocada em frente à casa, eles afirmaram a ordem era para que ela fosse colocada na entrada do terreno.

O Campo Grande News entrou em contato com a prefeitura na quinta-feira, através da assessoria de imprensa, para saber sobre o que será feito com a família e se a rua irá ser reaberta, mas até o fechamento desta matéria eles não haviam respondido.

Mariuza e Lídia foram notificadas em 2013, mas ainda não conseguiram lugar para morar (Foto: Marcelo Victor)Mariuza e Lídia foram notificadas em 2013, mas ainda não conseguiram lugar para morar (Foto: Marcelo Victor)
A empresa que administra o terreno, com 4320 m², disse que a venda não é em conjunto com casa (Foto: Marcelo Victor)  A empresa que administra o terreno, com 4320 m², disse que a venda não é em conjunto com casa (Foto: Marcelo Victor)
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