Empresário paga R$ 16 mil por flagrante de arma, mas segue preso em operação
Na sexta-feira, ele foi transferido da Polícia Federal para o Presídio de Trânsito
O empresário Pedro Henrique Galvão de Oliveira, de 27 anos, alvo da “Cyber Trap”, deflagrada na quinta-feira (dia 21) pela PF (Polícia Federal), pagou fiança de R$ 16.210 pelo flagrante de posse de arma, mas segue preso por mandado de prisão da operação, que foi decretado pela 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande. Na tarde de sexta-feira (dia 22), ele foi transferido da Superintendência da Polícia Federal para o PTran (Presídio de Trânsito), no Jardim Noroeste.
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Pedro Henrique Galvão de Oliveira, de 27 anos, alvo da operação Cyber Trap da Polícia Federal, pagou fiança de R$ 16.210 pelo flagrante de posse de arma, mas segue preso por mandado da operação. O empresário é suspeito de integrar esquema que movimentou mais de R$ 120 milhões em ocultação patrimonial. As investigações começaram em 2023 após denúncia da Caixa Econômica Federal sobre venda de cartões bancários fraudados.
O delegado Leonardo de Souza Caetano Machado, da PF, havia fixado a fiança em R$ 15 mil no flagrante, valor que considerava a capacidade financeira do preso. Ele tinha veículos de alto padrão (mas em nome de terceiros), como Mustang (que pode valer até meio milhão de reais), Amarok e Virtus, reside em imóvel em condomínio fechado na Vila Planalto e utilizava eletrônicos (celulares e computadores) de alto desempenho e última geração.
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Antes da audiência de custódia pelo flagrante pistola, a defesa alegou que o empresário enfrentava “sufocamento financeiro” e tentou reduzir o valor de R$ 15 mil.
Contudo, o juiz Marcus Abreu de Magalhães fixou a fiança em R$ 16.210 e concedeu a liberdade provisória pelo crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido mediante as seguintes regras: proibição de mudar-se ou ausentar-se de sua residência por mais de oito dias e comparecimento mensal em juízo.
O valor de 10 salários mínimos (R$ 16.210) foi requerido pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Conforme o magistrado, o montante é compatível com o patrimônio e com a renda ostentados pelo preso.
“Ainda que o autuado alegue momentânea indisponibilidade financeira, permanece sendo detentor de patrimônio apto, em tese, a viabilizar a obtenção dos recursos necessários, inclusive mediante articulação junto a instituições financeiras ou utilização patrimonial indireta, mesmo diante de restrições judiciais”, afirma o juiz.
A guia para pagamento da fiança foi expedida às 10h46 da última sexta-feira e o comprovante de que o valor foi pago foi registrado às 11h53.
As investigações apontaram um esquema de ocultação patrimonial, que teria movimentado mais de R$ 120 milhões. A ação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio patrimonial na Capital e em Campo Limpo Paulista (SP).
Conforme a PF, apuração teve início em 2023, após comunicação da Caixa Econômica Federal sobre site que comercializava cartões bancários fraudados, o que levou à identificação do principal suspeito e de outros integrantes do grupo criminoso.
Pedro Henrique é sócio de casa noturna no Jardim dos Estados, construtora no Jardim São Conrado e drogarias no Jardim Leblon e Residencial Oiti. O nome da operação, “Cyber Trap”, faz referência à atuação da organização criminosa no ambiente cibernético e à estrutura fraudulenta utilizada para captar vítimas e ocultar valores ilícitos. A reportagem entrou em contato com a defesa e aguarda retorno.
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