ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JULHO, QUINTA  09    CAMPO GRANDE 26º

Política

"Pode discordar, mas não ofender", diz prefeita sobre crítica de Érika Hilton

Parlamentar contestou lei sobre banheiros femininos, enquanto Adriane reafirma apoio à medida

Por Ketlen Gomes | 09/07/2026 17:14

"Ela pode discordar de mim, mas não ofender", afirmou a prefeita Adriane Lopes (PP) ao comentar a ação movida contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL), que criticou a lei que proíbe mulheres trans de usarem banheiros femininos em Campo Grande. Na tarde desta quinta-feira (9), a prefeita reforçou que continuará defendendo a legislação.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, processou a deputada Erika Hilton por danos morais após críticas sobre a lei que restringe banheiros femininos a mulheres cisgênero. A gestora alega que as ofensas pessoais excederam a liberdade de expressão, enquanto a parlamentar considera a ação uma tentativa de censura. O juiz Marcus Abreu de Magalhães negou o pedido liminar para remover as publicações e agendou audiência de conciliação entre as partes para o dia 16 de maio por videoconferência.

A prefeita acionou a Justiça para pedir a remoção da publicação em que a deputada informa ter denunciado à PGR (Procuradoria-Geral da República) a lei sobre o uso de banheiros femininos na Capital.

"Discordar, não acreditar, todo mundo tem a liberdade de expressão e eu respeito. Mas ataques pessoais a minha pessoa, eu posso também entrar com uma ação, que foi o que eu fiz neste momento, tendo em vista que eu respeito o posicionamento dela, mas eu continuo sendo a favor que as mulheres possam ter a liberdade de usar os seus banheiros com exclusividade", disse Adriane.

Na manhã desta quinta-feira, o juiz da 12ª Vara Cível de Campo Grande, Marcus Abreu de Magalhães, negou o pedido de retirada da publicação. Na decisão, afirmou que o processo ainda está em fase inicial e que a deputada sequer apresentou manifestação. O magistrado marcou audiência de conciliação por videoconferência para a próxima quinta-feira (16), às 13h.

A publicação foi feita em 5 de maio, duas semanas após a sanção da lei. No vídeo divulgado nas redes sociais, Erika Hilton classificou a norma como inconstitucional, afirmou que faria representação à PGR e acusou Adriane Lopes de ser investigada por corrupção, ser impopular e liderar o ranking das piores prefeituras do País.

Além da remoção da publicação, a prefeita pede indenização de R$ 15 mil por danos morais. Na ação, sustenta que o conteúdo não teve o objetivo de informar, "mas sim de alterar a realidade dos fatos, cujo único intuito é tentar execrar publicamente [sua] imagem".

O pedido foi protocolado na segunda-feira (6). A prefeita também enviou notificação extrajudicial, concedendo prazo de 72 horas para que a deputada apresentasse documentos, provas e decisões judiciais ou administrativas que embasassem as acusações.

Segundo a defesa de Adriane, Erika Hilton não apresentou elementos comprobatórios, não retificou as informações e manteve as publicações disponíveis nas redes sociais.

Ao Campo Grande News, a deputada afirmou que a ação representa uma tentativa de censura. Também disse que as críticas à gestão municipal foram baseadas em dados, informações e levantamentos disponíveis ao público.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.