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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

23/04/2015 09:43

Empresário presta depoimento sobre escândalo sexual envolvendo políticos

Edivaldo Bitencourt e Renan Nucci
Jesuíno, advogado de Pageu, diz que cliente não praticou extorsão (Foto: Renan Nucci)Jesuíno, advogado de Pageu, diz que cliente não praticou extorsão (Foto: Renan Nucci)

O empresário e dono do Grupo Altar, Luciano Roberto Pageu, 40 anos, preso ao extorquir um vereador, está prestando depoimento na manhã de hoje na DEPCA (Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente). O caso envolve a exploração sexual de adolescentes por políticos.

Segundo o advogado de Pageu, Antônio César Jesuíno, seu cliente foi levado para esclarecer os depoimentos feitos ontem pelo ex-deputado estadual Sérgio Assis (PSB) e pelo vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB). Os dois negam participação no esquema.

De acordo com a defesa, Pageu é amigo de Fabiano Viana Otero, outro envolvido no suposto esquema de extorsão e que está foragido. Ele inclusive confirma que foi na casa dele, Otero, que viu o vídeo em que Alceu Bueno aparece mantendo relações sexuais com duas adolescentes.

Ao ver a gravação, conforme o advogado, Pageu entrou em contato com Alceu Bueno, já que são amigos e freqüentam a mesma igreja evangélica, para alertá-lo sobre o vídeo. No depoimento anexado ao processo judicial, o empresário cita até o nome de Deus para iniciar a suposta extorsão do vereador.

Conforme a investigação, Bueno pagou R$ 100 mil ao grupo que filmou as relações com as meninas. No entanto, ao ser cobrado mais R$ 50 mil, o parlamentar ficou sem dinheiro, viu-se em apuros e decidiu denunciar o caso à polícia. A DEPCA armou o flagrante e pegou Pageu e o ex-vereador Robson Martins no estacionamento do Walmart da Avenida Mato Grosso. Eles tinham recebido R$ 15 mil.

Pageu e Martins negam que tenham tentado extorquir Bueno. Os dois alegam que tinham a intenção de intermediar uma solução para o problema.

Apesar dos R$ 15 mil apreendidos com Pageu, o advogado de defesa enfatiza que ele não cobrou nada de Alceu. “Ele não pegou dinheiro”, destacou.

O caso será revelado na tarde de hoje, quando o delegado Paulo Sérgio Lauretto, da DEPCA, concede entrevista coletiva para dar detalhes do escândalo sexual.

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