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Campo Grande, Quarta-feira, 24 de Abril de 2019

25/03/2019 12:35

Empresário que matou segurança é preso após condenação confirmada

Richard Gomides Lima, 28 anos, foi condenado por matar em acidente de trânsito Davi Del Vale Antunes, em maio de 2016; juiz considerou entendimento do STF, o mesmo que determinou prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Viviane Oliveira
Richard no banco dos réus em 2016 pela morte do segurança Davi Del Vale (Foto: arquivo / Fernando Antunes)Richard no banco dos réus em 2016 pela morte do segurança Davi Del Vale (Foto: arquivo / Fernando Antunes)

Por força de mandado de prisão expedido pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, o empresário Richard Ildivan Gomides Lima, 28 anos, foi preso nesta manhã (25) em sua empresa, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Campo Grande, por policiais da Polinter (Delegacia Especializada de Capturas). Ele foi condenado a 9 anos de prisão, em maio de 2016, por matar no trânsito o segurança Davi Del Vale Antunes, 31 anos, quando estava parado num semáforo, na Avenida Afonso Pena no dia 31 de maio de 2012. O empresário respondia em liberdade. 

Na decisão assinada na quarta-feira (20) consta que o juiz considerou entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) que admite execução provisória de pena quando o réu é condenado em duas instâncias - situação semelhante a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Durante o júri popular em 2016, o empresário chorou e disse que falava ao celular no momento em que colidiu o veículo Fiat Punto que conduzia na traseira da motocicleta do segurança que estava parado no semáforo, em frente ao Shopping Campo Grande

Com o impacto da batida, Davi, que voltava para a casa após o trabalho num bar, foi parar a 38 metros do local do acidente e a motocicleta a 57 metros. O segurança morreu na hora. Richard chegou a fugir do local, mas parou a cerca de 250 metros em razão de problemas no carro. Ele foi preso em flagrante.

Na época, segundo o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, o julgamento havia sido marcado 5 meses depois do crime, mas foi adiado por causa da discussão na época sobre homicídio culposo e doloso, após mudança no CTB (Código de Trânsito Brasileiro). Em depoimento, o estudante assumiu que durante a noite, no dia da tragédia, consumiu uma taça de champanhe e, no momento do acidente discutia por telefone com a namorada. “Eu não vi o semáforo, nem o motociclista, porque estava falando ao celular”, lamentou na ocasião.



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