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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

06/06/2014 19:51

Enfermeiros param, mas HR não vai contratar mais funcionários

Zana Zaidan
Os trabalhadores do hospital dos trabalhadores paralisaram as atividades por uma hora. (Foto: Divulgação)Os trabalhadores do hospital dos trabalhadores paralisaram as atividades por uma hora. (Foto: Divulgação)

A cobrança pela contratação de mais enfermeiros para atuar no PAM (Pronto Atendimento Médico) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul fez parte dos trabalhadores paralisarem as atividades por uma hora – das 11h30 ao 12h30 – de hoje (6). Para não prejudicar os pacientes, 50% dos funcionários mantiveram as atividades. 

O diretor-geral do hospital, Rodrigo Aquino, avisou que atender à esta reivindicação “está fora de cogitação”. Sem acordo, a categoria ameaça cruzar os braços novamente, a partir de quarta-feira, prazo negociado pelo sindicato que os representa, o
Sistss-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social).

“Se uma ambulância do Samu ou do Corpo de Bombeiros chega, simplesmente não temos como recusar o paciente, que está em estado de emergência. Hoje mesmo, eu e outra colega nos revesamos para atender 35 leitos. É humanamente impossível”, relata uma técnica de enfermagem, que preferiu não ter o nome divulgado.

Segundo Aquino, o PAM tem capacidade para atender 77 pacientes simultaneamente, mas chega a picos de 100. “Há, sim, uma sobrecarga de trabalho, causada pelo número de pacientes que vem ao hospital, muito acima da nossa capacidade. Os servidores estão cansados, porque, como qualquer um, têm um limite físico”, disse.

Sem novas contratações, a solução proposta, acrescenta, é diminuir a demanda espontânea de pacientes que procuram o PAM, o que é negociado com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), que vem reforçando as equipes nos postos de sáude. Ou seja, por ora, o pronto socorro do HR continuará sobrecarregado.

“Conversei hoje com o secretário de Saúde, Jamal Salém, e há um grande avanço nesta questão, e ainda vai melhorar mais. Atualmente, 68% dos pacientes procuram o HR espontaneamente, e se houver mais vagas no Guanandi, Aero Rancho e Coophavila, que são nossos postos de referencia, desafoga o PAM”, explica o diretor.

Outro “socorro”, que também não é imediato, é o concurso para preencher cargos no HR, diz Aquino. Autorizado pelo governador André Puccinelli (PMDB) em março deste ano, o período de inscrições, que começaria no dia 9 de junho, foi adiado, sem nova data prevista. O diretor não tem previsão de quando o concurso será realizado ou os aprovados convocados.

O Campo Grande News tentou entrar em contato com o presidente do Sistss-MS, Ricardo Alexandre Bueno, para apurar como ficarão as negociações diante da negativa do HR em contratar novos técnicos de enfermagem, mas as ligações não foram atendidas.



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