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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

23/12/2015 10:27

Entre chegadas e partidas, 50 mil pessoas devem passar pela rodoviária

Liana Feitosa e Caroline Maldonado
Apesar da promessa de fluxo maior nos próximos dias, rodoviária não estava super-lotada na manhã desta quarta-feira. (Foto: Fernando Antunes)Apesar da promessa de fluxo maior nos próximos dias, rodoviária não estava super-lotada na manhã desta quarta-feira. (Foto: Fernando Antunes)

Estima-se que mais de 10 mil pessoas deverão deixar Campo Grande entre hoje (23) e amanhã (24) por meio do terminal rodoviário da cidade, segundo a CTRCG (Concessionária do Terminal Rodoviário de Campo Grande). Até a segunda-feira (28), 50 mil pessoas devem embarcar e desembarcar pela rodoviária da Capital.

Apesar do aumento na circulação de pessoas e a promessa de fluxo ainda maior nos próximos dias, moto-taxistas que atendem o público da rodoviária reclamaram que o movimento não está muito grande.

Ailton Rodrigues, de 43 anos, trabalha na função há 6 anos. "O Natal do ano passado foi melhor", garante. Ele chegou no local às 6h30, entusiasmado, achando que ia pegar muito serviço, mas até às 8h30 havia feito apenas uma corrida.

Enquanto conversava com o Campo Grande News, outros 4 colegas de Ailton aguardavam chamadas, alegando que o motivo de tudo isso é a crise. Por outro lado, Ailton admitiu que existiram finais de ano piores do que esse.

Viagem longa - De longe veio a dona de casa Katiana Mota da Silva, de 36 anos. Ela mora em Alagoas, mas veio à Capital para ver parentes e levar duas sobrinhas para morar com ela no Nordeste, um dos motivos que mais a estimulou a enfrentar quase 3 dias de viagem.

Ela deixou Alagoas ao meio dia de domingo, mas o ônibus quebrou em Goiânia e chegou só hoje em Campo Grande. "Apesar de ser muito cansativa, a viagem está valendo a pena porque vou ver a família e começar um ano diferente cuidando das duas sobrinhas, que são órfãs", compartilha.

 

Ailton Rodrigues, de 43 anos (à direita), trabalha como moto-taxista há 6 anos e garante que movimento do ano passado foi melhor. (Foto: Fernando Antunes)Ailton Rodrigues, de 43 anos (à direita), trabalha como moto-taxista há 6 anos e garante que movimento do ano passado foi melhor. (Foto: Fernando Antunes)

Distância - O operador de máquinas Wilson José de Campos, de 54 anos, não vê a hora de se aposentar e deixar de enfrentar estradas para poder ver os filhos. Ele mora em Sorriso (MT), mas passou pela rodoviária de Campo Grande para ir ao Paraná, onde moram os filhos, um casal de 23 e 26 anos. Em breve, quer se mudar para a cidade de Campo Mourão e ficar perto deles.

Já a aposentada Lídia Aparecida dos Santos, de 66 anos, chegou cedo no terminal para marcar passagem gratuita para a cidade de Ivinhema, para onde deseja ir no dia 30 acompanhada da neta. Existiam bilhetes disponíveis, mas, no guichê, pediram para ela voltar à tarde, já que a aposentada deseja embarcar no período da tarde no dia 30.

"Vim uma semana antes, sempre consigo marcar a passagem com esse tempo de antecedência. Moro no bairro Sílvia Regina, fica muito difícil voltar à tarde, não tem sentido", lamentou. Pouco tempo depois, o erro foi corrigido e ela conseguiu agendar a viagem. 

A aposentada Lídia Aparecida dos Santos, de 66 anos, chegou cedo no terminal para marcar passagem gratuita para a cidade de Ivinhema. (Foto: Fernando Antunes)A aposentada Lídia Aparecida dos Santos, de 66 anos, chegou cedo no terminal para marcar passagem gratuita para a cidade de Ivinhema. (Foto: Fernando Antunes)

Segundo a empresa responsável pela viagem, são disponibilizadas duas passagens com 100% de desconto e duas com 50% e o interessado precisa ir ao guichê para marcar o bilhete a partir de sete dias antes da data pretendida da viagem.

Segurança - Para quem passar pelo local, a vendedora de salgados Leonilda Gamarra, de 54 anos, alerta para o perigo de assaltos. Há 7 anos ela é vendedora informal na frente da rodoviária, próximo ao ponto de ônibus em frente ao terminal.

"Eu já vi muito assalto aqui, mas a gente fica quieto, não pode fazer nada. Poderia ter fiscal aqui na frente pra evitar, mas eles ficam lá pra dentro", conta.

Ela afirma que a maior parte dos roubos acontece a partir das 19h. "Fica o alerta para ficarem espertos e não darem bandeira", completa.

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