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Capital

Entulho acumulado em 3,8 mil caçambas irá para o aterro sanitário

Prefeitura fechou acordo com a Solurb e descartou outras duas áreas públicas que estavam sendo preparadas para receber material

Por Anahi Zurutuza | 17/01/2017 15:32
Com caçamba lotada, blocos de cimento e de tijolos foram jogados no chão, na rua Goiás (Foto: Alcides Neto)
Com caçamba lotada, blocos de cimento e de tijolos foram jogados no chão, na rua Goiás (Foto: Alcides Neto)
Secretários de Governo, Antônio Lacerda (de blazer), e de Meio Ambiente, José Marcos da Fonseca (de vermelho), se reuniram com representantes da Solurb nesta terça-feira pela manhã (Foto: PMCG/Divulgação)
Secretários de Governo, Antônio Lacerda (de blazer), e de Meio Ambiente, José Marcos da Fonseca (de vermelho), se reuniram com representantes da Solurb nesta terça-feira pela manhã (Foto: PMCG/Divulgação)

A Prefeitura de Campo Grande fechou acordo com a Solurb – responsável pela coleta de lixo doméstico – para que a empresa receba, faça a triagem e o descarte correto do entulho acumulado em 3,8 mil caçambas pela cidade desde o fechamento do depósito do Jardim Noroeste em meados de dezembro.

O material poderá ser levado até o aterro sanitário da Capital, administrado pela concessionária e localizado no bairro Dom Antônio Barbosa – na região sul da cidade –, a partir de sexta-feira, ao contrário do que havia sido divulgado na semana passada pela administração municipal.

No depósito, cada caçamba será cadastrada e só poderá entrar uma vez. Depois que todas estiverem vazias, quando forem locadas novamente, o descarte do material acumulado terá de ser feito nos dois aterros para entulho particulares existentes na Capital. “A responsabilidade pelo descarte do entulho é do gerador, a população terá de entender isso”.

Quem deu as informações foi o secretário de Governo e Relações Institucionais, Antônio Lacerda, que assumiu a responsabilidade de solucionar a questão emergencial, ou seja, retirar das ruas as caçambas lotadas de restos de construção e outros resíduos.

Ele explica que atendeu ao apelo dos caçambeiros surpreendidos pelo fechamento do aterro de entulho do Jardim Noroeste – localizado no leste da cidade – por ordem da Justiça.

A Capital tem dois depósitos licenciados para receber restos de materiais de construção, mas eles são particulares e o descarte do material é cobrado. Caçambeiros reclamaram que não tinham como arcar com as despesas do despejo nestas áreas, uma vez que já haviam cobrado dos clientes o valor do aluguel fixado antes do fechamento do aterro público – entre R$ 100 e R$ 120.

Mudança de planos – A destinação para outras duas áreas – uma na saída para Três Lagoas e outra na estrada da Gameleira – que haviam sido escolhidas pela prefeitura anteriormente para esvaziar as 3,8 mil caçambas foi descartada. Segundo o secretário, o processo de preparação dos espaços para receber os restos dos materiais de construção levaria tempo, mão de obra e poderia ainda esbarrar na legislação ambiental. “Conversamos com a Solurb, que já tem um aterro licenciado e espaço suficiente e temos a certeza de que agora encontramos a melhor solução”.

Lacerda garante ainda que representantes das empresas que alugam caçambas já foram avisados sobre todas as medidas – a do descarte emergencial e também de como terão de proceder no futuro, levando as caçambas para os depósitos privados.

Pelo que prevê o Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos e a legislação ambiental, o gerador – responsável pela reforma ou obra – tem de se responsabilizar pelo destino do “lixo” acumulado na construção. Por isso, em tese, a população e empresas da construção civil é quem têm de pagar pelo descarte nos aterros particulares. Os caçambeiros são apenas transportadores.

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