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Capital

Prefeitura vai exigir que Solurb instale 50 Ecopontos para receber entulho

Conforme secretário de Governo, dar destino ao lixo das caçambas é atribuição da Solurb, está previsto em contrato e “será cobrado”

Por Alberto Dias | 13/01/2017 09:18
Ecopontos são alternativa para substituir aterro fechado no Jardim Noroeste. (Foto: Fernando Antunes)
Ecopontos são alternativa para substituir aterro fechado no Jardim Noroeste. (Foto: Fernando Antunes)

Com o aterro do Jardim Noroeste fechado definitivamente e sem um local fixo para receber entulhos, a alternativa encontrada pela prefeitura é exigir que a Solurb instale 50 Ecopontos pela cidade para acolher este tipo de resíduo. Otimista, o secretário municipal de Governo, Antônio Lacerda, espera que pelo menos 10 pontos sejam implantados ainda este ano. Enfático, ele descarta qualquer possibilidade de reabertura do aterro do Noroeste, fechado pela Justiça em 15 de dezembro.

Conforme Lacerda, o descarte correto de entulhos é atribuição da Solurb, além da coleta de lixo, varrição, capinagem e pintura de guias. Mais que isso: a instalação dos Ecopontos estaria prevista no contrato entre a concessionária de limpeza e o Município - o mesmo contrato polêmico de R$ 2,7 bilhões que vence no ano de 2.037, questionado pelo ex-prefeito Alcides Bernal (PP) sob acusação de superfaturamento.

“O contrato original tem cláusulas que preveem a criação destes pontos nas sete regiões da cidade. Isso nunca foi feito e nós faremos ser cumprido”, afirma, ao ressaltar que já procurou a direção da empresa para as primeiras tratativas sobre o assunto. “Vamos cobrar da Solurb para que cuide disso daqui pra frente e já falamos com o proprietário. Esperamos pelo menos 10 Ecopontos este ano”, disse, acrescentando que o procurador Haroldo José de Lima, do MPE-MS (Ministério Público Estadual) também está "a par" do assunto.

O que é um Ecoponto? Conforme o secretário, são pequenos terrenos destinados a receber entulhos como, por exemplo, resíduos de construção, podas de árvores e materiais em geral levados por carroceiros e pequenos caminhões de frete. Funciona assim: os resíduos são descartados nestes locais, cabendo à Solurb recolher periodicamente, mantendo os pontos aptos a receber mais entulhos. Questionado para onde a Solurb levará os resíduos retirados dos Ecopontos, Lacerda explica que essa questão deve ser resolvida pela própria empresa.

Conforme a prefeitura, atualmente Campo Grande possui apenas dois locais licenciados para receber este tipo de material: a CG Ambiental (da própria Solurb) e a Progemix, aberta apenas para resíduos de construções. Outros dois espaços estão em processo de licenciamento. Enquanto isso, os gestores municipais dizem finalizar os últimos detalhes para o descarte emergencial das milhares de toneladas de entulho acumuladas desde dezembro nas caçambas espalhadas pela cidade.

Descarte emergencial - Duas grandes valas fora do perímetro urbano devem receber nos próximos dias todo o material e lixo acumulado desde 15 de dezembro. A primeira delas está em uma área cedida pelo Governo do Estado junto à estrada da Gameleira, na MS-455, com seis mil metros cúbicos de capacidade. Uma segunda cava, com o dobro do tamanho, fica dentro do Assentamento Estrela, na saída para Três Lagoas - leste da Capital. Em ambos os casos, as devidas licenças estão sendo providenciadas, conforme a administração municipal.

“À prefeitura, cabe a responsabilidade sobre o lixo doméstico e a limpeza de rua”, complementou Lacerda, explicando que o Município tem responsabilidade compartilhada sobre o lixo de “até um metro cúbico” produzido por residência. Desta forma, ele reforça a atribuição da Solurb sobre essa tarefa. “Uma caçamba tem cerca de quatro metros quadrados e os carroceiros da periferia, por exemplo, precisam de uma destinação correta, finalizou.

*A reportagem entrou em contato com a Solurb, por telefone e email, mas não recebeu retorno com o posicionamento da empresa até o fechamento desta reportagem.