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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

29/01/2013 22:33

Epidemia de dengue é a pior da história, admite secretário de Saúde

Nyelder Rodrigues e Viviane Oliveira
Ivandro Fonseca, secretário de Saúde da Capital, participou de palestra na UFMS nesta terça (Foto: João Garrigó)Ivandro Fonseca, secretário de Saúde da Capital, participou de palestra na UFMS nesta terça (Foto: João Garrigó)

Durante palestra nesta terça-feira (29) para o curso de Geografia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o secretário de Saúde de Campo Grande, Ivandro Fonseca, admitiu que a cidade passa pela maior epidemia de dengue de sua história.

O encontro entre o secretário e os acadêmicos aconteceu nesta noite de terça-feira (29), e teve como tema “O aumento expressivo de casos de dengue em Campo Grande”.

Segundo Ivandro, o cenário vivenciado atualmente não é dos melhores. “Estamos vivendo a maior epidemia de todos os tempos”, revelou o secretário de Saúde., acrescentando que 100 médicos foram contratados.

Ainda de acordo com ele, já foram notificados 15.104 casos na Capital, e cinco mortes em decorrência da doença estão em investigação. Duas delas são de pessoas de Campo Grande, e outras três do interior do Estado. Em 2012, foram 8.042 casos notificados, 15 deles confirmados como dengue hemorrágica. Foram registrados 3 mortes e 75 complicações por causa da dengue.

No decorrer da palestra, Ivandro comentou que são necessárias ações preventivas para que novas epidemias sejam evitadas. Ele também contou que em 15 de outubro de 2012 começou um estudo sobre o índice de mortalidade na Capital, que apontou que 30% destes eram decorrentes de problemas circulatórias e 18% relacionados à oncologia.

“Somem esses números e imagine o mosquito agindo sobre esses 48%. São pessoas mais suscetíveis à dengue e que a doença agrava a situação”, argumentou. Em Campo Grande, a primeira vítima a morrer em decorrência da dengue, Vanderleia de Souza Oliveira, tinha câncer.

Atendimentos e imóveis visitados – Conforme Ivandro, na primeira semana do ano, foram atendidos aproximadamente 300 casos em Campo Grande, enquanto outros cerca de 400 foram notificados na segunda semana de 2013. O número na terceira semana girou em torno de 500, e atualmente os atendimentos estão na marca do 1 mil por semana.

“Em 20 dias, foram 127 mil atendimentos em postos de saúde. As pessoas entre 20 e 59 são as mais expostas à doença, com 61% dos casos. Crianças menores de 1 ano, até agora, estão em 2% dos casos”, enumerou o secretário.

No relato de Ivandro aos acadêmicos, ele citou que 121.258 imóveis já foram visitados, e destes, 4.533 são casas que tinham foco do mosquito. Larvas do Aedes Aegypti foram encontradas, inclusive, em ralos de banheiro.

Os terrenos baldios, que são alvo de muitas reclamações, são 6,7% dos imóveis com foco do mosquito que transmite a doença. Mais de 15 mil quarteirões já foram borrifados pelos veículos de fumacê.

A palestra O aumento expressivo de casos de dengue em Campo Grande” foi dada para acadêmicos de Geografia (Foto: João Garrigó)A palestra "O aumento expressivo de casos de dengue em Campo Grande” foi dada para acadêmicos de Geografia (Foto: João Garrigó)

Porém, mesmo com a recente liminar da justiça que autorizou a entrada de agentes nos imóveis fechados, 2,5 mil imóveis ainda seguem trancados, impossibilitando o acesso dos agentes de saúde. “Nas casas que conseguimos entrar, encontramos até piscinas que estavam com água parada há 8 meses”, contou Ivandro.

Desafogo da rede hospitalar – Outro ponto ressaltado pelo secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, foi a rede municipal de saúde ter contido a maioria dos casos sem necessidade de internações na rede hospitalar.

“Conseguimos evitar 19 mil transferências para a rede hospitalar da Capital”, afirma o secretário, dizendo que somente 108 deles precisaram de transferência para hospitais.

Segundo Ivandro, 90% dos pacientes de baixa complexidade foram atendidos em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). O alto índice acontece, de acordo com o próprio secretário, porque as unidades básicas estavam fechadas.

“A saúde é direito de todos e dever do estado. Nós temos que conscientizar as pessoas que a dengue não escolhe raça, cor, nem partido político, religião e classe social.  Cada um tem que fazer a sua parte porque a dengue mata”, finalizou Ivandro.



Enquanto isso o Secretário faz Palestra para o Curso de Geografia...entendi direito..... trabalhar que é bom.... nada...nada..nada...
 
Laine Farias em 30/01/2013 13:58:53
Parabens Sr. Arnobio Luiz. O Sr. está certíssimo. O Sr. disse tudo o que eu iria comentar. Faço minhas, as tuas palavras.
Sinto-me envergonhado por morar numa cidade que sofre epidemia de dengue e Leishmaniose. Isso implica dizer que a cidade de C. Grande e seus habitantes seriam sujos, relaxados, porcos, irresponsáveis, inconsequentes, negligentes, etc.etc enfim, um povinho. Uma pena!
 
Juvenal Coelho em 30/01/2013 11:40:47
A Verdade , Que Ninguem Fala Aqui , é Que o Povo de Campo Grande é o Mais Relaxado do País. Isso é Verdade e Pronto ! Todo Ano é Isso Aí Que Estamos Vendo. Lixo Pra Todo Lado da Cidade , Florestas Sem Um Minimo de Cuidado em Pleno Centro da Cidade , Picina Nas Casas Sem Limpar a Mais de Um Ano e Mais Um Monte de Porcaria Que a População Produz e Joga no Chão. Depois Acontece Tudo Isso Aí Que Estamos Vendo a Chorar e Reclamar. Somos Manchetes Nos Principais Jornais do País e Até Alguns do Mundo. A Rede Glogo Fala do Nosso Relachismo Todos os Dias. Vergonha ! Jamais Poderemos Nos Impor Sobre Outro Estado ou no Menos Falar Bem do Nosso Estado Sendo o Mais Sujo e Desorganizado Como Somos. Nós , Campograndenses , Somos Uma Vergonha Para o MS.
 
Ana Luiza em 30/01/2013 10:41:42
Perdi minha filha com dengue hemorragica em 16/09/2012, por neglicencia dos médicos em não fazer exames mais detalhado para saber as causa, no posto de atendimento fizeram o 1º exame, no qual dizeram que era uma virose, fomos 3 vezes no procon da rua maracaju, fizeram novamente outro exame, dizeram a mesma coisa (virose). Meu Deus cade o CRM, para fiscalizar se os médicos q estão no atendimento nos postos de saúde, hospitais particulares e publico, se realmente são capacitados em suas funções????
E quanto a administração passada da prefeitura, o prefeito não deu tanta atenção no caso, onde estão os repasse do governo federal, para os municipios combaterem a epedemia.??? Realmente este País, não tem lei, só sabem fazerem e inventar impostos, para encher bolsos dos politico desornesto.
 
ANTONIO DE MATTOS em 30/01/2013 10:36:53
gente convoque logo esses concursados ,o que adianta contratar os profissionais só nesta época, todos os anos será a mesma coisa?é em geral entre agente comunitario, enfermeiros e medicos...
 
reinaldo silva em 30/01/2013 10:11:10
Socorro!!! Gestores da área de saúde, por favor, os agentes de saúde precisam urgentemente entrarem nas casas fechadas, nestes locais é que se econtram a mairia dos focos do mosquito. Esta ação se faz necessária em todos os bairros, principalmente na Vila Almeida/Santo Amaro onde o povo cria de gato, cachorro, pato, coelho, galinha, etc...
 
Waldomiro de Oliveira Carvalho em 30/01/2013 09:49:01
Quero estar completamente enganado, mas pelo jeito nao é apenas o prefeito q fala bonito , vamos vamos passar 4 anos ouvindo
lamentaçoes e conversa fiada, vao trabalhar
 
amadeu silva em 30/01/2013 09:24:57
ATÉ O MOMENTO O POVO DE CAMPO GRANDE SÓ VÊ PROPAGANDA DO SENHOR PREFEITO. É PIADA DIZER QUE OS POSTOS ESTÃO ATENDENDO MELHOR DO QUE ANTES, QUE JÁ CONTRATOU CEM MÉDICOS E ESSA EQUIPE ITINERANTE, MEU DEUS DE QUEM FOI ESSA LAMENTÁVEL IDÉIA? FAZER COISA SEM PLANEJAMENTO E DIZER QUE VAI DAR CERTO? O PIOR, FAZER PROPAGANDA DE ALGO QUE NUNCA VAI DAR CERTO, POR FAVOR PREFEITO, NÃO SOMOS TÃO IDIOTAS COMO O SENHOR ACHA QUE SOMOS.
 
Rosa maria em 30/01/2013 09:20:15
Esta equipe de médicos itinerantes fica onde durante as madrugadas? O caos estava instalado ontem pela madrugada no UPA Vila Almeida, os poucos enfermeiros e técnicos estavam o tempo todo trabalhando, diga-se de forma desumana e apenas dois médicos, que também só vieram atender após muita demora.E os outros médicos tão propagados pelo prefeito e secretário, onde estavam? Porque não contratam logo mais enfermeiros e técnicos? Estes sim, cuidam de nós de verdade, a qualquer hora do dia e da noite.
 
Maria de Lourdes em 30/01/2013 00:23:22
Algumas reflexões a serem feitas sobre estes dados:
1- Estes dados sobre morbi-mortalidade em nossa população está equivocada, primeiro porque não informa as fontes consultadas e também porque o perfil de mortalidade local está relacionado diretamente as causas externas (principalmente acidentes de trânsito).
2- Não é no mínimo incoerente o secretário afirmar que evitou 19 mil internações e ao mesmo tempo criar apenas uma equipe de médicos de forma itinerante, sem levar em conta a densidade populacional? Ou acham que são eles que atenderam sozinhos estes "19 mil"? Cadê os demais profissionais que deveriam ser contratados (pois estamos em estado de emergência) ou chamados pelo concurso, tais como os enfermeiros e técnicos de enfermagem? Hipocrisia e incompetência !!!
 
Paulo Afonso em 30/01/2013 00:15:38
Epidemia de falta de educação ! Isso é doença de terceiro mundo! Só um povo mal educado, como o nosso, relaxado, porco, consegue fazer uma epidemia de dengue dessas. Agora temos de aguentar a irresponsabilidade desses suínos!
 
arnobio luiz em 29/01/2013 23:16:26
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